Voando alto em Nikity

Já dizia o sábio Leonardo da Vinci, “uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para céu, pois lá você esteve e para lá você desejará voltar”. Ele estava certo. Voar foi uma das experiências mais indescritíveis de toda a minha vida. Uma emoção que vai ficar guardada para sempre na minha memória.
O dia começou como qualquer outro. Acordei cedo, tomei banho e fui para rua em busca de aventura ou de algum contato mais próximo com a natureza. Apesar de ter marcado tudo direitinho para o voo duplo de parapente, não me ligava ainda que estava indo para algo tão emocionante. Sabe aqueles dia que vai acontecer um grande evento, mas você ainda está meio desnorteado por causa do sono? Então, eu acordei assim.

Cheguei no local cedo e, ao reparar que a pista estava vazia, fui direto falar com o instrutor para começarmos a nos preparar para o salto. Foi nesse momento que comecei a ter noção do que estava acontecendo. Depois de equipado, perguntei se teríamos que correr para o precipício (parte que eu tinha mais receio), mas ele me explicou que devido a velocidade do vento, iríamos até a ponta da rampa e correríamos para cima (para o meu alívio).

Depois de estar lá no alto foi só curtir a paisagem, a brisa e algumas emoções (pedi para o instrutor brincar um pouco, para eu sentir que o esporte também tem adrenalina). Ver as cidades de Niterói e do Rio lá de cima é como se deparar com a mais profunda das poesias.

A descida foi super tranquila e assim fechei o meu incrível e inesquecível passeio. Agradeço demais ao meu condutor André Pacheco (Wolverine). Uma pessoa incrível, que se mostrou super atencioso e paciente com todos os meus questionamentos. Quem quiser mais informações ou o contato dele é só falar que eu passo em mensagem privada.

Afirmo que todos precisam ter uma experiência como essa, pelo menos uma vez na vida. É única. É motivadora. É inspiradora. E como Da Vinci já tinha me avisado, eu não consigo mais parar de olhar para o céu.

Voar, voar, subir, subir…

Esse ano, meu filho me fez percorrer estradas, tocar o mar (sentada num barquinho), e “agora” chegar bem pertinho das nuvens.
Tudo começou no dia 12 de Outubro de 2017. Naquele dia estava programada a minha primeira viagem de avião (Rio/Brasília), mas eu estava tensa, e o que provocava mais essa tensão, era o novo, o desconhecido, porque por mais que tivesse me informado como era essa viagem, eu só saberia, viajando. Tudo era novidade, desde entrar no aeroporto, entrar no avião… e eu ali, inquieta, com uma pergunta que invadia meu ser: O que é que eu estou fazendo aqui? Ninguém tinha me obrigado, e eu estava ali experimentando diversas sensações, porque simplesmente eu quis.

Isso é viver, é se dar uma chance. E a partir daí, dessa chance que me dei, consegui desfrutar de dias agradáveis, onde adquiri conhecimentos, me diverti, saí da rotina, curtindo tudo, até o vôo. Gostei muito de Brasília, foram dias de céu azul, pôr do sol maravilhosos, cidade linda, com lugares interessantes, culturalmente e ecologicamente falando. A viagem de volta foi bem mais tranquila, já estava bem mais relaxada, sentindo até vontade de dar uma caminhada até o banheiro do avião, mas pensei comigo mesma: menos, Vilcinéa, menos, não seja exibida…(risos).

Enfim, chegamos em casa, meu filho, satisfeito por ter me ajudado a realizar mais um desafio, e eu, feliz, por ter conseguido.