Amazônia: no espírito da selva

Era mais um dia comum, quando de repente recebo uma mensagem da minha prima perguntando se eu tinha coragem e disposição de conhecer a Floresta Amazônica. De imediato topei, não sabia muito bem o que iria encarar, mas adoro uma boa aventura e nos damos muito bem viajando juntos, eu mais calado e organizado, ela mais comunicativa e bagunceira (risos). Sempre serei grato por esse convite.

A nossa trip começou de forma bem tranquila – talvez por já sabermos tudo que nos esperava nos dias seguintes – mas de forma enriquecedora. No primeiro dia, escolhemos dar uma volta pela cidade de Manaus e garimpar o que uma das maiores capitais do país tinha para nos proporcionar. Destaco a nossa visita ao Mercado Municipal, onde conhecemos a animada vendedora Gleicy, ao Teatro Amazonas, símbolo da cultura manauara, e ao restaurante Tambaqui de banda, local onde comemos muito bem e nos divertimos muito em um diálogo animado com os comissários da LATAM, amigos que fizemos espontaneamente durante as caminhadas pela cidade.

O segundo dia de viagem, como já esperávamos, foi muito mais agitado e impressionante. Já era uma prévia do que seria nossa aventura na selva nos próximos dias. Fomos até os rios Negro e Solimões, para ver o encontro das águas, visitamos o  Parque Ecológico do Januari e vimos as lindas vítória-régias, nadamos com os botos em seu habitat natural e na Aldeia Tuyuka dançamos e conhecemos os costumes de uma real tribo indígena. Ressalto aqui a emoção que senti em ver os índios nos mostrando as suas tradições. Foi rico demais presenciar algo assim tão perto.

Vivendo e sonhando in the jungle
Estava para começar a parte mais emocionante da viagem. Ansiosos demais. Seriam 3 dias na selva. Rumo ao inesperado e a experiência que, provavelmente, iria marcar para sempre as nossas vidas.

1º dia
Entramos em uma Kombi. Chegamos? ainda não. Entramos em uma voadeira. Chegamos? ainda não. Entramos em mais uma kombi. Chegamos? creio que não. Entramos em uma lancha. Chegamos, moço? Agora sim, e era incrível! Estávamos chegando na Pousada Juma Lake, um lugarzinho lindo, no meio da mata, onde seu restaurante é uma casa flutuante na beira do rio, seus funcionários são de uma humildade ímpar e sempre com um sorriso no rosto. Ah, não posso esquecer de falar que tinham muitos gringos no local, mas muitos mesmo, éramos, praticamente, os únicos brasileiros no espaço. Então bora “brasileirada”, bora valorizar as nossas riquezas!

Malas organizadas, nos preparamos para o primeiro passeio de canoa, onde seriam feitas observações dos bichos da região, a pesca de piranhas e contemplação do pôr do sol. Depois de jantar, fechamos o dia com chave de ouro, indo fazer a  focagem de jacaré, onde tiramos fotos e recebemos uma aula sobre o animal e sua preservação.

2° dia
No segundo dia de mata, acordamos cedo para contemplar o nascer do sol e os pássaros. Voltamos para a pousada e, após o café da manhã, fomos realizar uma caminhada na floresta. Durante o percurso, o guia mostrou e explicou diversas curiosidades, como informações sobre as plantas medicinais, técnicas de sobrevivência e ponderações sobre os bichos locais. Essa era a parte fácil do dia, mas a noite nos esperava, era o dia de dormir, de fato, na selva.

Saímos da pousada próximo do entardecer em busca de achar lenha para a fogueira e ir para a tão aguardada ilha. Chegando no local, o tempo passou muito rápido. Montamos a fogueira, organizamos as redes, colocamos os mosquiteiros (não esqueçam nem por um segundo de levar repelente), botamos o frango para assar e fizemos colheres e pratos rústicos. Estávamos famintos, só esperando a comida ficar pronta para comermos e irmos dormir antes que ficasse um breu total, mas foi nessa hora que nosso guia mais uma vez nos surpreendeu: ele nos convidou para entrar na canoa, pois iríamos observar as estrelas. QUE MOMENTO MÁGICO! Quando me dou por mim estou no meio de um rio, vendo um céu estrelado e o seu reflexo na água. FOI CENA DE FILME DE HOLLYWOOD! Para mim foi a experiência mais marcante da viagem, é inexplicável. Depois de curtir muito esse momento, voltamos para a ilha, comemos como esfomeados e nos preparamos para dormir.

A madrugada foi uma mistura de risos com medos. Eu, particularmente, sofri com a rede, não estou acostumado em dormir assim. Alguns sofreram com os barulhos dos animais. Outros com a imaginação. O imprescindível é dizer que todos, certamente TODOS, que viveram essa experiência saíram dali se sentindo vencedores e muito mais próximos de Deus.

3º dia
Fechamos o nosso roteiro visitando uma casa de Caboclos (nativos da região), aprendendo sobre seus costumes e hábitos. Na volta para Manaus nem sentimos o cansaço da longa viagem e de todas essas aventuras. A nostalgia de tudo que vivemos falava mais alto. Era uma mistura de saudade, mas com gostinho de conquista e de realização.

A viagem foi organizada através de um pacote feito com a Iguana Turismo. Seria bem difícil passar por tudo isso sem ter por perto guias e pessoas dedicadas ao nosso lado. Entre os diversos ótimos profissionais que nos atenderam, gostaria de deixar em evidência o guia Matheus, rapaz humilde e de um coração gigante, que passou a vida na floresta, e assim aprendeu tudo e um pouco mais sobre ela. Ele é a prova viva que quando queremos algo, o nosso esforço e dedicação são fundamentais para que tenhamos sucesso.
Desde que realizei esta viagem, sigo minha vida mais encantado com toda a riqueza que Deus permitiu que os homens usufruíssem e mais forte para derrubar as barreiras que aparecem pelo meu caminho, assim como o grande homem que me guiou pela selva.

Uma viagem a três

Como sempre as minhas viagens são decididas num “susto”, através de decisões rápidas para aproveitar promoções de passagens aéreas, e quando vejo, lá estou eu de novo em um avião. Dessa vez o destino foi o Maranhão, e a primeira emoção da viagem aconteceu na ida, quando escutamos um barulho, como uma freada brusca, e o piloto avisou que faltou potência para decolar. O horário do vôo que era nove horas da noite, foi remarcado para as duas da manhã. Tudo isso gerou um pouco de cansaço e estresse, mas eu estava em ótima companhia, meu filho e a namorada embarcaram nessa comigo… (risos).
Foram muitas emoções, porém sinto que se escrever todos os detalhes, as histórias vão se transformar em um livro. Por isso, tentando colocar poucas palavras na minha narrativa, anotem aí as mães interessadas em aventuras: atravessei caminhos tortuosos em mata “quase” fechada numa Toyota 4×4, escalei dunas de quase trinta metros de altura, percorri o rio Preguiças em uma lancha conhecida como voadeira (podem acreditar, ela voava mesmo), interagi com macaquinhos, andei de quadriciclo, muito bem acompanhada por sinal… (jamais esquecerei).

Conclusão da viagem: a Vilcinéa que foi para os lençóis maranhenses não foi a mesma que voltou. Exausta, com dores no corpo, mas também cheia de ótimas recordações, lembranças lindas, de paisagens que vi, do encantamento por aquelas dunas e lagoas, onde a emoção tomou conta de quem esteve ali.

E o principal dessa viagem a três, que foi uma experiência, um aprendizado em minha vida, foi perceber que uma ligação muito forte se formou, através do amor subtraímos as dificuldades e somamos tudo de bom que essa viagem nos proporcionou.

Todo dia é Natal em Gramado

Como já dizia Hamilton Wright Mabie, bendita seja a data que une a todo mundo numa conspiração de amor. Ele estava se referindo ao Natal. Foi exatamente por esse motivo que resolvi mudar a minha organização e, pela primeira vez, ir viajar para um lugar na alta temporada, mesmo sabendo que iria gastar mais do que de costume. A magia do Natal Luz merece essa exceção!

Claro que não fui apenas para ver a iluminação da cidade (vale frisar que é extraordinária), mas também para consumir toda a riqueza turística que esse município, símbolo de segurança e organização, oferece.

Pórtico

O primeiro passo do percurso foi ir do Aeroporto de Porto Alegre para Gramado. Já adianto que é bem fácil, basta caminhar até o final do aeroporto e encontrará um guichê da empresa Citral. Para maiores informações e dúvidas pode acessar esse link.

Chegando na cidade, existem algumas programações possíveis de serem feitas. Irei destacar para vocês todas que fiz, menos as relacionadas ao Natal Luz, pois elas mudam todo ano, então é mais indicado dar uma olhada na época. Ah, o preço que paguei em certas atrações também devem estar mais caros do que na baixa temporada.

DIA 1
Como sempre digo, o primeiro dia é aquele momento de adaptação, então não dá pra fazer tantas coisas, mas com a ajuda do Uber , consegui ganhar tempo e fazer passeios bem interessantes. Destaco também a organização prévia. Um bom planejamento é fundamental para que tudo dê certo. Não estou falando de fazer tudo calculado e esquecer de viver o momento, mas sim de se estruturar para que as coisas aconteçam da forma que você espera.

Pórtico via Nova Petrópolis
Este é o mais antigo dos dois. Foi inaugurado no dia 6 de janeiro de 1973, com inspiração no estilo bávaro. A base é constituída de pedras e o topo de madeira. Ao lado, há jardins belíssimos que também merecem sua visita.
Endereço: Av. das Hortências, Gramado – RS, 95670-000

Mini Mundo
Parque em miniatura, tendo como destaque uma espetacular maquete. É um lugar ótimo para passeios em família. A criançada adora.
Valor: R$36
Horário de funcionamento: Diariamente, das 9h15 às 17h
Telefone: (54) 3286-4055
Endereço: Rua Horácio Cardoso, 291

Lago Negro
Um lago artificial situado no Bairro Planalto. Aberto diariamente, oferece passeio de pedalinhos, bar, restaurante e loja de conveniências.
Horário de funcionamento: Diariamente, das 8h30 às 19h
Endereço: Rua A. J. Renner, em frente a Associação Cultural Gramado e a Alameda do Artesanato

Rua Coberta
A charmosa galeria coberta de vidro e trepadeiras, reúne bares, cafés, bistrôs e lojas de roupas. Talvez seja o ponto mais movimentado do centro da cidade. O Natal luz nesse local é encantador.
Endereço: A “rua” fica na Avenida Borges de Medeiros.

DIA 2
O segundo dia, como já é de costume, estava mais esperto e preparado para o que tinha planejado. Esse dia não tem tanta coisa descrita abaixo, pois grande parte dele foi passeando em Canela, lugar que também irei descrever futuramente em um post. Aguarde, irei detalhar tudo direitinho.

Snowland
É o parque de neve mais famoso do Brasil. Possui 16 mil metros quadrados, sendo 8,1 mil m² dedicados à experiência com a neve. Era o passeio mais esperado e, apesar de ser menor do que imaginava, superou minhas expectativas.
Valor: R$170
Horário de funcionamento: Segundas a quintas-feiras das 9h às 18h, sextas, sábados e feriados das 9h às 20h, e domingos das 9h às 19h
Telefone: (54) 3295-6000
Endereço: ERS-235, 9009

Snowland

DIA 3
Este dia foi totalmente dedicado ao Tour no Maria Fumaça. Embaixo detalho a programação, e vocês vão entender porque não dá para fazer outra coisa no dia. Saí do hostel às 7h30 e só voltei às 22h.

Tour Maria fumaça
O passeio de Maria Fumaça acontece no Tour Uva e Vinho. A agência escolhida busca você no hotel pela manhã e te conduz durante todo o passeio. Durante o percurso, pelo menos no que eu fiz, estava incluso degustação de vinhos, queijos e espumantes, além da visitação a duas vinícolas, a queijaria Fetina de Formaio, a Tramontina, a malharia, ao labirinto verde em Nova Petrópolis e a Praça das Flores. Além de tudo isso, também está incluso o ingresso para o parque temático Epopéia Italiana.

Durante o passeio no Maria Fumaça acontecem apresentações com músicas e danças italianas.

Maria Fumaça

DIA 4
Este foi o dia mais complicado de achar passeios, pois o tempo não estava tão firme. Acabei tendo uma grata surpresa com o Parque das Lavandas, e uma decepção gigante com o Museu Super Carros, escolhi nem detalhar informações sobre ele, de tão caro e chato que foi.

Le Jardin – Parque de Lavandas
Parque super bem cuidado, com muitas espécies de lavanda (obviamente) e uma estufa. Um passeio gratuito, com uma proposta muito original.
Horário de funcionamento: De terça a domingo, das 9h30 às 17h30
Telefone: (54) 3286-4280
Endereço: ERS-115, 37700

Le Jardin

DIA 5
Entre várias opções de programação para fechar o último dia de passeio, creio que escolhi a melhor. Fechar a viagem, na cidade que tem o maior espírito natalino do país, visitando um local totalmente estruturado com a magia do Natal foi lindo demais. As cores, os brinquedos, as renas, tudo fez remeter aquela ilusão infantil da chegada do Papai Noel. É um lugar excepcional.

Aldeia do Papai Noel
Parque temático de Natal com a casa do Papai Noel, fábrica de brinquedos, neve artificial, trem e monotrilho.
Ingresso: R$35
Funcionamento: 09:00 às 17:30. Informamos que a bilheteria do parque encerra 30 minutos antes do fechamento dos portões.
Endereço: R. Bela Vista, 353 – Centro, Gramado – RS, 95670-000

Aldeia do Papai Noel

Conhecer Gramado foi uma experiência enriquecedora, criei um novo olhar sobre o Natal e também compreendi que é possível existir no Brasil uma cidade que tem segurança, organização, honestidade etc, basta as pessoas de bem começarem a batalhar e cobrar por isso, e os governantes entenderem o que significa caráter. Eu vivi um sonho que espero que se torne realidade.

Quando o Arraial d’Ajuda Hostel salvou meu dia…

Utilizo esse espaço do blog para dar algumas dicas de hostel’s que me impressionaram de alguma forma. O Arraial d’Ajuda Hostel tem diversas qualidades: fica muito bem localizado, próximo das praias e da famosa Rua Mucugê, tem um ótimo custo-benefício, paguei R$55,00 na diária com café da manhã na época (baixa temporada), mas o que mais me chamou atenção nele, diferentemente da maioria dos outros lugares que fico, foi sua infraestrutura.

Foto: Divulgação

Mas você deve estar se perguntando: – Por que a infraestrutura foi tão importante assim, ainda mais para alguém que gosta de “mochilar”? O ideal não seria se focar mais no custo-benefício?

Creio que sim. O determinante para as minhas escolhas sempre é achar um lugar maneiro e barato (coisa que esse também é), mas nesse caso a lógica ficou um pouco diferente devido a um caso peculiar.

Se você acompanha o meu blog, deve ter lido em outro post, sobre um dia no meu mochilão pela Bahia, que choveu, correto? Então, foi nesse dia que eu passei a admirar ainda mais este hostel. Aquele dia só foi salvo por duas coisas: Primeiramente pelos outros hóspedes que estavam lá comigo, e segundo, por tudo que o local oferecia.

Arraial d’Ajuda é um lugar que vive em prol do Sol, não existem muitas opções com chuva. Então, se não fosse aquela piscina, aquela “sinuquinha” e aquela galera legal que estava por lá, meu dia teria sido ou de muito tédio ou dormindo profundamente.

Foto: Divulgação

Graças a isso que lhes contei, meu dia foi muito divertido, como todos os outros dias na Bahia. Por isso, tive que vir aqui retribuir a força e deixar essa dica para vocês. Se um dia tiver por Arraial vai lá pelo menos dar uma olhadinha pra vê se também chama a sua atenção, pois como já falei, a infraestrutura me salvou, mas o lugar tem diversas outras qualidades.

Um Porto Seguro

O segundo município mais popular da Bahia, tem como destaque a sua orla. É uma cidade bem menos movimentada que Salvador. Para mim tem um estilo de vida muito mais atraente, pois é mais simples, com praias e pontos turísticos mais próximos. Fiquei só dois dias por lá, mas foi suficiente para entender o movimento local, dar uma boa caminhada pelas praias, gastar um dinheiro que eu não tinha nas barraquinhas da passarela do álcool e descobrir que lá, incrivelmente, “não têm pôr do sol” (ele se põe do lado ao contrário das praias, ou seja, fica tampado pelos morros).

Cheguei lá em um dia de muito calor, então foi fácil descobrir para onde iria primeiro: praia. Existem diversos ônibus próximo ao Banco do Brasil, em frente a passarela, que vão para a orla. É muito fácil de se locomover nos transportes públicos de Porto.

– Praias
Para quem busca sossego a dica é ir em direção a Santa Cruz Cabrália, onde estão as praias menos badaladas da região, é por lá que ficam Mutá (dez quilômetros do Centro de Porto Seguro) e Coroa Vermelha (14 quilômetros, já em Santa Cruz Cabrália). Já para quem prefere o agito, indico a praia de Axé Moi, que tem sempre uma festinha e uma galera mais animada.

Axé Moi

Depois de torrar no sol, me arrumei e fui dar uma voltinha à noite. Lá não tem muitas festas, mas tem a feirinha na passarela, onde rola uma musiquinha super agradável e, como disse antes, ótimas opções para comprar lembrancinhas.

– Passarela do Descobrimento (Passarela do Álcool)
A Passarela do Descobrimento fica no Centro da cidade e é o ponto de encontro para o pré-night. Por lá estão lojas de artesanato e souvenirs, butiques, bares e restaurantes. No finalzinho da passarela, na travessa conhecida como “O Beco”, concentram-se alguns dos bares e restaurantes mais aconchegantes e sossegados da área.

Passarela do Descobrimento

No dia seguinte já não tinha tanta coisa assim para fazer. É aquele tipo de lugar que você tem que ir disposto a relaxar e curtir o ambiente. Se for no objetivo de dominar tudo, como eu, vai conseguir fazer isso muito rápido. Então… fui fazer o que restava do passeio, conhecer a Cidade Histórica, localizada na parte alta, próximo a rodoviária.

– Cidade Histórica
O primeiro núcleo habitacional do Brasil se concentra nessa área. Instalado no topo de uma falésia debruçada sobre a orla, o espaço abriga imponentes prédios.

Ps: Depois de fazer tudo isso que falei, se você for muito festeiro, existe uma opção muito popular por lá: A Ilha dos Aquários. O espaço de lazer fica em uma ilha entre Porto Seguro e Arraial d`Ajuda. Entre as atrações, aquários, bares, restaurantes e pistas de dança animadas por DJ´s, ou shows ao vivo. A casa funciona somente às sextas-feiras, com abertura às 18h. Eu, sinceramente só não fui conhecer o lugar porque estava em baixa temporada, e me disseram que nessa época o lugar fica vazio.

Porto Seguro é um daqueles lugares que você se sente tão em casa que dá vontade de ficar de vez. Gastei pouco e aproveitei bastante, posso dizer que esse é o sonho de qualquer mochileiro.

No cerrado encontrei Brasília

Essa foi a primeira vez que viajei na dúvida de está fazendo uma escolha acertada. Todo mundo que eu informava sobre a trip me perguntava: – O quê você vai fazer em Brasília? E mesmo tendo pesquisado diversos passeios no lugar, não sabia ao certo o que responder. Não é um território famoso turisticamente falando. Normalmente quem vai pra lá é para seguir depois para a Chapada ou para Caldas Novas. Mas hoje, posso afirmar tranquilamente que a capital do país vale sim ser visitada e reafirmo ainda mais a minha teoria: todo estado tem algo de bom a lhe apresentar, mesmo que seja só uma coisa, mas sempre vai valer à pena conhecer um lugar novo!

O meu tour pela cidade projetada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, começa ainda no Rio de Janeiro, pois era a primeira vez que minha mãe iria entrar em um avião (logo logo teremos mais detalhes sobre essa emoção contada por ela mesmo, em sua coluna no blog). Sim, esta foi mais uma aventura de mãe e filho, até porque o mochilão é para todos. Depois de passar por essa primeira adrenalina, fomos em busca do que a terra de JK tinha para nos mostrar.

Congresso Nacional

Dia 1
O primeiro dia é aquele meio perdido, que você tem o roteiro na mão, mas não sabe muito bem o que fazer. Pede informação na recepção e eles nem sabem que o lugar que você quer ir existe. Pergunta para as pessoas na rua e elas te dão 500 possibilidades de chegar no lugar, sendo que você só quer uma. Resumindo: o primeiro dia é o momento de se ambientar. E foi isso que fizemos, nos comunicamos e aprendemos como andar na cidade, que tem as ruas com nomes diferentes. Ah, e  também compreendemos que o Uber é fundamental para passear por lá. Neste primeiro dia fomos:

• Torre de TV
Famosa pela vista e pela feira, a Torre de TV é visita obrigatória para os turistas que vão pela primeira vez à capital.
Horário de visitação do mirante: Segunda-feira, das 14h às 20h. De terça a domingo, das 8h às 20h.
Funcionamento da feira: Sábados, domingos e feriados, de 9h às 18h.
Entrada gratuita.
Eixo Monumental, s/nº, Brasília – DF

• Museu Nacional
É um espaço que insere Brasília no circuito internacional das artes e mostra o que há de melhor na arte brasileira. O espaço é utilizado para exposições itinerantes de artistas renomados e temas importantes para a sociedade.
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 18h.
Contato: (61) 3325-5220 / museunacional@gmail.com

Teatro Nacional Cláudio Santoro
O principal teatro da cidade tem projeto de Oscar Niemeyer e é todo revestido com cubos desenhados por Athos Bulcão. A obra de arte chamada” O sol” faz o espaço brincar com as sombras: a cada hora do dia forma novos desenhos na fachada.
Endereço: SCTN, Via N2, Asa Norte, Brasília – DF – CEP: 70070-200

Dia 2
Já estávamos mais desgastados, entretanto, mais preparados para seguir o roteiro. Dessa vez, estudamos bastante o mapa local e seguimos um passo a passo, para não perder tempo, até porque este era o dia mais cheio de atrações. Nesse dia conhecemos:

• Memorial JK
No lugar onde foi realizada a primeira missa da nova capital da República, o ponto mais alto dentro da cidade, está o espaço que homenageia o presidente que idealizou Brasília. O Memorial JK guarda a história da família Kubitschek e do seu mais ilustre membro, o presidente Juscelino, que recebe o visitante com um “aceno” ainda do lado de fora. O espaço é surpreendente, conta a história de forma rica e detalhada. Me impressionei bastante com o lugar.
Horário de visitação: de segunda a domingo, das 9h às 18h.
Entrada: R$ 10
E-mail: cultural@memorialjk.com.br | Telefone: (61) 3225-9451
Endereço: Praça do Cruzeiro, Eixo Monumental , Brasília – DF – CEP: 70070-300

• Jardim Botânico
Primeiro Jardim Botânico do Brasil com um ecossistema predominante de cerrado. Vale destacar que o lugar tem um espaço todo planejado para piqueniques, e que vale muito à pena ser conhecido e aproveitado. De terça a domingo, das 7 às 8h50, o acesso ao JBB é permitido somente a pedestres e ciclistas, sem cobrança de ingresso.
Horário de visitação: de terça à domingo, das 9 às 17 h.
Entrada: R$ 5. Crianças até 12 anos incompletos, idosos a partir dos 60 anos e portadores de necessidades especiais não pagam ingresso.
Endereço: SMDB, Área Especial, s/n – Lago Sul

• Pontão do Lago Sul
O passeio ao longo das margens do Lago Paranoá atrai centenas de visitantes nos finais de semana. O espaço tem belos jardins, restaurantes e decks que permitem ver um sensacional pôr do sol. Ótima pedida para quem tem a tarde para relaxar ao ar livre.
Horário de visitação: domingo e segunda, das 7h à 0h. Terça a quinta, das 7h à 1h. Sexta e sábado, das 7h às 2h.
Entrada gratuita
Endereço: SHIS, QL 10, LT. 1/30, Lago Sul, Brasília – CEP: 71630-100

• Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB
O mais democrático espaço cultural da cidade oferece exposições, teatro, shows e cinema gratuitamente ou por valores simbólicos. No CCBB é certo encontrar excelentes mostras culturais, sempre de altíssima qualidade. Na minha opinião esse é o melhor CCBB entre todos os outros. É o que tem mais interação e mais espaços ao ar livre.
Horário de visitação: terça a domingo, das 9h às 21h
Contato: (61) 3108-7600
Endereço: 
Sces, Trecho 2, lote 22, Asa Sul, Brasília – DF – CEP: 70200-002

• Ponte JK
Um dos monumentos mais fotografados da capital, a Ponte JK é parada obrigatória para o turista que visita Brasília.
Endereço: Via L4 Sul / Lago Sul QL 24/26, Asa Sul/ Lago Sul, Brasília – DF

Dia 3
No terceiro dia as coisas já estavam mais tranquilas. Já dava para curtir uma piscina ou um lago com mais calma. Nesse dia fomos aos locais que moradores da região tinham nos indicado, então posso dizer que eles curtem bastante o que fizemos, principalmente o lago que fica no Dom Bosco, ponto certo para ficar lotado.

• Estádio Mané Garrincha
Estádio Nacional de Brasília “Mané Garrincha” é um estádio de futebol e arena multiuso brasileiro.
O Estádio Nacional está aberto para visitação todos os sábados de 9h às 11h30.
Endereço: 
SRPN – Asa Norte, Brasília – DF, 70070-701

• Ermida Dom Bosco
A área verde à beira do Lago atrai esportistas, famílias para piqueniques e muitos visitantes para ver o pôr do sol (o mais bonito de Brasília). Por ser uma área bem limpa do Lago Paranoá, é comum banhistas se aventurarem a nadar e tomar sol.
Endereço: Estrada Parque Dom Bosco, QI 29, Lago Sul, Brasília – DF

Dia 4
O último dia de viagem, foi o momento de se envolver mais com a politica nacional. Rodamos os principais cenários de decisões importantes para o país. E mesmo quem não gosta tanto do tema, tem que fazer uma visita aos locais, o sacríficio será recompensado. O aprendizado é gigantesco.

• Congresso Nacional
A imagem das duas torres de 28 andares – as mais altas da cidade – com uma cúpula côncava (Senado) e outra convexa (Câmara) é o mais famoso cartão-postal de Brasília. Sede do Poder Legislativo, o Congresso Nacional é o grande foco das manifestações populares que acontecem na cidade.
Horário de visitação: das 9h30 às 17h, todos os dias do ano
Endereço: 
Praça dos Três Poderes, Brasília – DF – CEP: 70160-900

• Palácio do Itamaraty
Os arcos que compõem a fachada diferenciam o palácio de todos os outros prédios da Esplanada dos Ministérios. O projeto paisagístico de Burle Marx leva vida ao concreto. A melhor visita guiada entre todos os espaços que visitei.
Horário de visitação: segunda a sexta, das 14h às 16h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 15h30. Agendamento pelo telefone: (61) 3411-8051.
Endereço: 
Esplanada dos Ministérios – Via S1 – Bloco H, Asa Sul, Brasília – DF – CEP: 70170-900

• Parque da Cidade (Parque Sarah Kubitschek)
O parque é um dos prediletos entre os moradores para a prática de exercícios ao ar livre.
O parque permanece aberto 24hs,  todos os dias da semana.
Endereço: entradas pelo Eixo Monumental, pelo Setor Sudoeste e pelas quadras 901, 906 e 910 Sul.

Palácio Itamaraty

Curiosidades
Não há esquinas e  as áreas comerciais são separadas de acordo com a atividade comercial exercida. Há, por exemplo, a rua das farmácias, a rua dos restaurantes, o Setor de Indústria, o Setor de Gráficas… Eu mesmo fiquei no Setor Hoteleiro. As distâncias entre um lugar e outro geralmente são enormes, mas as avenidas são largas e bem arborizadas. Ah, lá praticamente só se anda de carro particular, uber ou táxi, os transportes públicos praticamente não são utilizados, e caminhar, num clima tão seco, também é muito raro.

Conclui-se que…
Eu adorei! Mais um lugar riquíssimo que foi conhecido. Mais uma viagem que deu certo. Mais uma experiência junto a minha mãe. Mais pessoas e culturas que conheci. A viagem novamente só teve “mais”, só pluralidade, só acréscimo. Vou me esforçar para que seja sempre assim. Sempre viajando e crescendo com os novos lugares que vou conhecendo.

Feriadão em Campos do Jordão

Frio… calor… frio… calor… frio…
Bota casaco…. tira casaco… bota casaco… tira casaco… bota casaco…

Assim foram os meus 4 dias em Campos do Jordão. A oscilação de temperatura foi intensa. Fazia bastante calor durante o dia, mas quando chegava à noite a temperatura caia extremamente, indo, muitas vezes, de 32º para 8º graus. Mas, vou te contar, que essa brincadeira de frio e calor ajudou ainda mais para a viagem ser maravilhosa. Em um só lugar, poder curtir um céu limpo e ensolarado, indo a cachoeiras, fazendo trilhas, contemplando a natureza, e nesse mesmo lugar você poder se vestir bem e sair à noite para curtir um friozinho e comer em bons restaurantes, não acontece todo dia, não é mesmo? Então, aproveitei bastante essa oportunidade.

Pela extensão da viagem, creio que vocês irão compreender melhor se eu explicar como foram meus dias de acordo com o roteiro que organizei.

Vila Capivari

Quinta
Na quinta, acordamos bem cedo e partimos para pegar o ônibus da viação Sampaio (existem poucos horários de ida e volta da Rodoviária Novo Rio). Devido ao fato de ser um feriado nacional, chegamos lá mais tarde do que planejamos, então só deu para fazer o check-in, guardar nossas coisas na Pousada Miniférico e ir comer, estávamos esfomeados. Ps: Falei “estávamos” e não estava, pois essa foi mais uma aventura que fiz junto com minha mãe. Ela novamente se dispôs a embarcar nas minhas viagens intensas e meio malucas.

Depois de “matar” a nossa fome, resolvemos dar uma volta na cidade para conhecer a famosa Vila Capivari. Este charmoso bairro é bastante movimentado durante dia e noite. O circuito formado pela Rua Doutor Djalma Forjaz, pela Avenida Macedo Soares e pela Praça São Benedito reúne uma infinidade de lojas, restaurantes, galerias de arte e praças.

Circulamos e conhecemos tudo que podíamos. O bom foi que “dominamos” o território e nos preparamos para os próximos dias, que seriam bem cheios.

Sexta

Amantikir – Mirante Belvedere

Mais “enturmados” com a região, acordamos cedo novamente (coisa que aconteceu todo dia), e fomos em busca do nosso primeiro destino: o Amantikir.  Inaugurado em 2007, o parque reúne 22 jardins com espécies vindas de diversos países como Inglaterra, Austrália, Alemanha e Japão, e, além disso, conta com dois incríveis labirintos, e atividades que aguçam a criatividade do visitante. Sem dúvida alguma este foi o passeio que mais gostei entre todos que tive a oportunidade de conhecer.
Funcionamento: Todo dia, das 8h30 ás 17h
Ingresso: R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia)
Endereço: Estrada Paulo Costa Lenz César, Km 2,8

Depois de rodar bastante pelos jardins, realizamos outro passeio que já era bem conhecido de nome: a Vista Chinesa.  Queríamos também aproveitar que já estávamos perto do local, o táxi na região é bem caro e, para quem não tem carro ou está com excursão, é a única forma de chegar no local. No mirante você pode apreciar as magníficas montanhas que envolvem o Vale do Lajeado, entretanto é a mesma vista que você pode ter do Mirante Belvedere, que fica dentro do Amantikir. Então só vá nesse outro ponto se você estiver com tempo sobrando.
O mirante fica próximo ao Portal de entrada de Campos do Jordão, quase no final da Rodovia SP-123, fique atento ao trânsito e respeite suas regras, pois o mirante fica localizado ao lado esquerdo da rodovia.
Caso você esteja na Vila Capivari, siga na avenida principal que dá acesso a saída da cidade, passe o Portal de Campos e siga na Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro.

Trem das Mansões

Chegamos desses passeios ainda com gás e, depois de comer um Pastelão do Maluf, partimos em busca de uma nova atividade, mas nada muito exaustivo, pois como vocês já devem ter percebido, no dia seguinte iríamos acordar cedo novamente. Pesquisamos e fizemos o passeio de Trem pelas Mansões, ele custa R$25 reais, dura cerca de 1 hora e leva, também, para conhecer a Ducha de Prata.

A Ducha de Prata nada mais é que a união de diversas cachoeiras e duchas artificiais, que podem ser acessadas por deck’s cercados por bancas que vendem souvenirs. No local também é possível chegar de ônibus (confirmar o nome do bus com os moradores locais).
Funcionamento: todos os dias
Entrada: de graça
Endereço: Av. Senador Roberto Simonsen – Vila Inglesa

Ducha de Prata

Sábado
Não podíamos gastar mais dinheiro com táxi, o que sobrou estava reservado para ir a Pindamonhangaba, então organizamos todo o trajeto de sábado utilizando ônibus como meio de transporte. Por sorte, descobrimos um, que tinha como ponto final o Horto Florestal, o nosso primeiro destino do dia.

Horto Florestal

O Horto é a maior reserva de araucárias do Estado de São Paulo, ele funciona como um refúgio dentro da cidade. Além de contar com uma extensa área familiar, o parque conta com algumas trilhas abertas ao público: a da Quatro Pontes (2 km); a da Cachoeira da Gargalhada (4,7 km); e a do Rio Sapucaí (2,6 km). Destaco que eu e minha coroa fizemos a trilha da cachoeira, bem tranquila por sinal.
Entrada: Gratuita
Endereço: Av. Pedro Paulo, s/n – horto florestal

Depois do Horto, aproveitamos a proximidade e fomos para o Borboletário Flores que Voam. Um jardim de 500 metros quadrados onde podemos observar de perto mais de 35 espécies de borboletas.
Funcionamento: Quarta a domingo, das 10h às 15h
Ingresso: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia)
Endereço: Av. Pedro Paulo nº. 7997 – casa 01, Km 10 do caminho do Horto Florestal

Bastantes passeios em um só dia, né? Mas queríamos mais. Somos hiperativos. Assim que chegamos no centro andamos até o Morro do Elefante, ponto mais popular do lugar. Estava hiper lotado. Até por isso, não subimos de teleférico, a fila estava demorando horas. O topo do morro fica a 1800 metros de altitude, mas dá pra chegar tranquilamente a pé, de ônibus (escrito Morro do Elefante no letreiro) ou de carro.
Entrada: Gratuita
Endereço: Parque Capivari

Morro do Elefante

Domingo
No domingo não podiamos enrolar muito, nossa volta estava marcada para às 16h, então deixamos só o Pico e o Lago de Itapeva como destinos.

O Pico do Itapeva conta com uma das vistas mais bonitas da Serra da Mantiqueira. Apesar de não ser tão popular, coloque esse passeio no seu roteiro, a vista é incrível. E, como se o pico não fosse suficiente, no local existe também um lago, que é um cenário perfeito para fotos.
Entrada: gratuita
Como chegar: Partindo da Praça da Vila Capivari, centro turístico, entrar na primeira a direita, seguir as placas que indicam o Tênis Clube e a Ducha de Prata na Av. Senador Roberto C. Simonsen, um pouco mais adiante você vai avistar o Hotel Quatre Saison, vire à direita e siga em frente até o fim do asfalto onde localiza-se o Pico do Itapeva.

Pico de Itapeva

Campos do Jordão me deu: frio, calor, diversão, boa comida, gargalhadas, energia e sede de mais. Assim foi mais uma viagem. Cheia de coisas boas, cheia de experiências novas.

Aproveite sua vida! Não deixe o tempo passar em vão. Se não puder fazer essa, faça outra, mas faça!

A positividade de Sana

Distrito de Macaé, o vilarejo de Sana esbanja paz e positividade. No lugar, além de calmaria e diversão, encontramos um contato íntimo com a natureza, através do famoso circuito das águas, pertencente a Área de Proteção Ambiental do Sana, e a pesada trilha do Peito do Pombo.

Arraial do Sana é bem pequeno, dá para ser percorrido, tranquilamente, a pé, ou seja, é um lugar fácil de se montar um roteiro. Exatamente por esse motivo já chegamos no local bem determinados a fazer o que planejamos: conquistar tudo que pudéssemos em um só fim de semana.
Começamos nossa empreitada indo em direção ao circuito das águas. Para chegar até o início dessa leve trilha, é preciso atravessar uma pequena ponte, andar alguns minutos por uma estradinha de terra, passando por um estacionamento pago, até a guarita de entrada. Nesta guarita o visitante terá que se registrar e pagar um valor de R$10,00 para poder seguir pelas cachoeiras.

Depois de pagar, irá andar poucos minutos e avistará a primeira bifurcação, com uma placa indicando o caminho que leva a Cachoeira do Escorrega. Este tobogã natural ficou muito popular devido a diversão que proporciona e sua acessibilidade a todos os públicos. Como é um local que não oferece grandes riscos, muitas famílias frequentam esta cachoeira.

Já escorregou bastante? Então vamos retornar a trilha principal e seguir adiante. O caminho se torna uma subida um pouco mais íngreme e escorregadia. Em poucos minutos irá aparecer uma segunda bifurcação. Para continuar no circuito das águas o visitante deverá virar à esquerda, passar um portão de madeira e seguir a trilha atravessando um rio. Observe bem as setas indicativas e muito cuidado ao atravessar o rio sobre as pedras.

Passando pelo rio, a trilha vira uma subida um pouco mais íngreme e fica mais fechada. Em pouco tempo de caminhada você irá encontrar uma descida, à direita, que leva ao poço da Cachoeira Mãe (tem esse nome por ser possível visualizar o rosto de Nossa Senhora na queda d’água). Será preciso descer pela rocha com auxílio de uma corda. Lá embaixo tem um bom ambiente onde as pessoas ficam relaxando. Algumas pessoas saltam do alto da rocha direto no poço.
Voltando à trilha, você deverá subir mais um pouco para encontrar a Cachoeira Pai. Uma queda d’água de aproximadamente 15 metros caindo direto num poço bem fundo. Nesse poço também é possível saltar, mas tenha cuidado, já ocorreram acidentes no local, então pergunte aos funcionários se a cachoeira está em condições apropriadas para saltos. Do poço da Cachoeira Pai se tem acesso à Cachoeira Filho. As pessoas costumam descer escorregando por ela até o poço mais abaixo.

Mais à frente, após a Cachoeira Pai, chegamos a última cachoeira: a Cachoeira Sete Quedas. Esta cachoeira é composta por uma queda d’água que segue por 7 degraus em harmonia com a natureza. Essa cachoeira, juntamente com as cachoeiras do Pai, Mãe e Filho, formam o Circuito das Águas. Passando por esta cachoeira, é possível atravessar o rio e subir por uma trilha curta, no meio da mata, que leva até a trilha do Peito do Pombo. Apesar dessa boa possibilidade, preferimos retornar e deixar para fazer esta outra trilha no dia seguinte, bem cedo, com mais calma.
No domingo, assim que o sol nasceu, nos arrumamos e partimos para a trilha do Peito do Pombo, seguindo o caminho sem passar pelas cachoeiras e sem ter que pagar nenhuma taxa. A exaustiva trilha levou cerca de 5h20, ida e volta, e nos presenteou com uma linda vista lá do alto. Posso dizer que essa trilha, de 1400 metros de altitude, merece ser conquistada por todos que passarem pela região. Para quem quiser saber mais detalhes sobre a minha experiência sobre esta trilha é só clicar neste link.
Foquei mais em lhe contar sobre os passeios naturais, até porque é o que tem de melhor no local. Mas saiba que tudo em Sana respira boas vibrações, isso vai da natureza as pessoas, por isso que curto tanto está por lá.

Como chegar

Carro: Chegando em Casimiro de Abreu, o motorista deve seguir pela BR-142, subindo a serra no sentido Nova Friburgo e desviar para Barra do Sana, pegando a Estrada Frade-Sana, passando pelo Portal do Sana, na ponte da Amizade (que cruza o Rio Macaé), até o Arraial do Sana. A Estrada Frade-Sana é uma estrada de terra em péssimas condições, com muitos buracos e pedras. É curta. Tem em torno de 6 km de extensão apenas, mas exige bastante atenção do motorista pra não danificar o carro.

Ônibus:
Chegar de ônibus na região é relativamente fácil, apesar de cansativo. Basta pegar um ônibus para Casimiro de Abreu, saltar na rodoviária, e depois pegar um ônibus direto para Sana, eles passam de 2 em 2 horas. Tenha cuidado para não chegar muito cedo para não ficar mofando e nem muito tarde para não perder o último bus.