Uma viagem a três

Como sempre as minhas viagens são decididas num “susto”, através de decisões rápidas para aproveitar promoções de passagens aéreas, e quando vejo, lá estou eu de novo em um avião. Dessa vez o destino foi o Maranhão, e a primeira emoção da viagem aconteceu na ida, quando escutamos um barulho, como uma freada brusca, e o piloto avisou que faltou potência para decolar. O horário do vôo que era nove horas da noite, foi remarcado para as duas da manhã. Tudo isso gerou um pouco de cansaço e estresse, mas eu estava em ótima companhia, meu filho e a namorada embarcaram nessa comigo… (risos).
Foram muitas emoções, porém sinto que se escrever todos os detalhes, as histórias vão se transformar em um livro. Por isso, tentando colocar poucas palavras na minha narrativa, anotem aí as mães interessadas em aventuras: atravessei caminhos tortuosos em mata “quase” fechada numa Toyota 4×4, escalei dunas de quase trinta metros de altura, percorri o rio Preguiças em uma lancha conhecida como voadeira (podem acreditar, ela voava mesmo), interagi com macaquinhos, andei de quadriciclo, muito bem acompanhada por sinal… (jamais esquecerei).

Conclusão da viagem: a Vilcinéa que foi para os lençóis maranhenses não foi a mesma que voltou. Exausta, com dores no corpo, mas também cheia de ótimas recordações, lembranças lindas, de paisagens que vi, do encantamento por aquelas dunas e lagoas, onde a emoção tomou conta de quem esteve ali.

E o principal dessa viagem a três, que foi uma experiência, um aprendizado em minha vida, foi perceber que uma ligação muito forte se formou, através do amor subtraímos as dificuldades e somamos tudo de bom que essa viagem nos proporcionou.

Voar, voar, subir, subir…

Esse ano, meu filho me fez percorrer estradas, tocar o mar (sentada num barquinho), e “agora” chegar bem pertinho das nuvens.
Tudo começou no dia 12 de Outubro de 2017. Naquele dia estava programada a minha primeira viagem de avião (Rio/Brasília), mas eu estava tensa, e o que provocava mais essa tensão, era o novo, o desconhecido, porque por mais que tivesse me informado como era essa viagem, eu só saberia, viajando. Tudo era novidade, desde entrar no aeroporto, entrar no avião… e eu ali, inquieta, com uma pergunta que invadia meu ser: O que é que eu estou fazendo aqui? Ninguém tinha me obrigado, e eu estava ali experimentando diversas sensações, porque simplesmente eu quis.

Isso é viver, é se dar uma chance. E a partir daí, dessa chance que me dei, consegui desfrutar de dias agradáveis, onde adquiri conhecimentos, me diverti, saí da rotina, curtindo tudo, até o vôo. Gostei muito de Brasília, foram dias de céu azul, pôr do sol maravilhosos, cidade linda, com lugares interessantes, culturalmente e ecologicamente falando. A viagem de volta foi bem mais tranquila, já estava bem mais relaxada, sentindo até vontade de dar uma caminhada até o banheiro do avião, mas pensei comigo mesma: menos, Vilcinéa, menos, não seja exibida…(risos).

Enfim, chegamos em casa, meu filho, satisfeito por ter me ajudado a realizar mais um desafio, e eu, feliz, por ter conseguido.