A intensa trilha do Peito do Pombo

Foram 1400 metros de altitude, 5h20 (ida e volta) de esforço e superação, 15 km de suor e fadiga. Mas tudo valeu à pena! Tudo valeu muito à pena!
A trilha do Peito do Pombo, localizada dentro da APA de Sana, no município de Macaé, é um dos percursos mais famosos do estado do Rio de Janeiro. Eu, como bom trilheiro, não podia deixar essa passar, então… juntei bons amigos e fomos em busca de conquistar esse percurso.

Posso dizer que a caminhada foi hard, mas o visual lá de cima recompensa o cansaço. Vou contar detalhadamente para vocês como foi a experiência nessa trip.

Fomos para sana passar o fim de semana, queríamos curtir o local e não só o Peito do Pombo. No sábado, rodamos por todas as cachoeiras e pela vila. No domingo, acordamos bem cedo, e fomos em busca da nossa “missão”. Querendo saber mais sobre minha volta pelas cachoeiras clique nesse link.
Mata adentro
O primeiro trecho de mato é relativamente bem leve, é uma subida que leva também para as cachoeiras, ou seja, muita gente passa por essa parte tranquilamente. É, basicamente, seguir reto. Depois de passar pelas porteiras das cachoeiras você irá passar também por uma pousada e por um sítio, os dois com as placas bem fáceis de serem avistadas.

O segundo trecho de mato já não é tão fácil, apesar da subida continuar sendo praticamente no mesmo nível, começam aparecer bifurcações. A dica é sempre ir para a direita. Não sei para onde os outros caminhos irão dar, mas sei que pela direita você irá chegar no rio, depois de caminhar bastante e passar por algumas porteiras. Ah… se tiver chovido no dia anterior, esta é a parte do percurso onde você vai encontrar mais lama.

Passando pelo rio
A parte do rio é bem fácil, dá para passar tanto pelas pedras quanto por dentro do rio, molhando apenas os pés. Mas depois de passar que complica, é a parte que as pessoas geralmente se perdem, inclusive eu (risos). Se não fosse um amigo local ter nos gritado e orientado, talvez nunca tivéssemos achado a entrada certa.

Assim que você sair do rio dará de cara com uma placa azul, cheia de avisos, é aí que você deve passar, dê a volta em torno dos arames. Não fique procurando uma porteira, pois ela não existe mais.

O pasto e o boi bandido
No pasto a subida já começa a ficar um pouco mais íngreme, mas não é isso que assusta. O que assustou a gente foi um boi, em especial, que, ao contrário dos outros, estava mugindo bastante e pronto para o ataque. Então caminhe com atenção e rapidez.

Subindo pela floresta
A subida mais intensa de toda a trilha começa neste local. É bem íngrime e com degraus naturais bem espaçados, por isso a força nas pernas se faz muito necessária. Além disso, há pelo menos 3 pontos que precisam do auxílio de corda para subir.

Depois de passar por todas estas etapas, é só subir a pedra e “partir para o abraço”, seu objetivo terá sido conquistado. Terá duas opções de mirantes: o debaixo da pedra, que mostra o incrível visual de sana, e um mirante um pouco mais alto, que dá uma vista especial para a Pedra do Peito do Pombo.

Ficamos lá em cima um pouco, curtindo a paz do lugar, mas não demoramos muito, pois estava bem frio e tínhamos hora para voltar. A descida foi bem mais fácil e rápida.

Depois de todo esse percurso, só pude agradecer a Deus pela oportunidade que tive e vir aqui indicar para vocês essa inesquecível trilha.

Ps: Se, por algum momento, achar que pode se perder procure um guia. Melhor pagar e ser guiado corretamente, do que passar horas perdido na mata e precisar de socorro.
Como chegar

Carro: Chegando em Casimiro de Abreu, o motorista deve seguir pela BR-142, subindo a serra no sentido Nova Friburgo e desviar para Barra do Sana, pegando a Estrada Frade-Sana, passando pelo Portal do Sana, na ponte da Amizade (que cruza o Rio Macaé), até o Arraial do Sana. A Estrada Frade-Sana é uma estrada de terra em péssimas condições, com muitos buracos e pedras. É curta. Tem em torno de 6 km de extensão apenas, mas exige bastante atenção do motorista pra não danificar o carro.

Ônibus:
Chegar de ônibus na região é relativamente fácil, apesar de cansativo. Basta pegar um ônibus para Casimiro de Abreu, saltar na rodoviária, e depois pegar um ônibus direto para Sana, eles passam de 2 em 2 horas. Tenha cuidado para não chegar muito cedo para não ficar mofando e nem muito tarde para não perder o último bus.

A positividade de Sana

Distrito de Macaé, o vilarejo de Sana esbanja paz e positividade. No lugar, além de calmaria e diversão, encontramos um contato íntimo com a natureza, através do famoso circuito das águas, pertencente a Área de Proteção Ambiental do Sana, e a pesada trilha do Peito do Pombo.

Arraial do Sana é bem pequeno, dá para ser percorrido, tranquilamente, a pé, ou seja, é um lugar fácil de se montar um roteiro. Exatamente por esse motivo já chegamos no local bem determinados a fazer o que planejamos: conquistar tudo que pudéssemos em um só fim de semana.
Começamos nossa empreitada indo em direção ao circuito das águas. Para chegar até o início dessa leve trilha, é preciso atravessar uma pequena ponte, andar alguns minutos por uma estradinha de terra, passando por um estacionamento pago, até a guarita de entrada. Nesta guarita o visitante terá que se registrar e pagar um valor de R$10,00 para poder seguir pelas cachoeiras.

Depois de pagar, irá andar poucos minutos e avistará a primeira bifurcação, com uma placa indicando o caminho que leva a Cachoeira do Escorrega. Este tobogã natural ficou muito popular devido a diversão que proporciona e sua acessibilidade a todos os públicos. Como é um local que não oferece grandes riscos, muitas famílias frequentam esta cachoeira.

Já escorregou bastante? Então vamos retornar a trilha principal e seguir adiante. O caminho se torna uma subida um pouco mais íngreme e escorregadia. Em poucos minutos irá aparecer uma segunda bifurcação. Para continuar no circuito das águas o visitante deverá virar à esquerda, passar um portão de madeira e seguir a trilha atravessando um rio. Observe bem as setas indicativas e muito cuidado ao atravessar o rio sobre as pedras.

Passando pelo rio, a trilha vira uma subida um pouco mais íngreme e fica mais fechada. Em pouco tempo de caminhada você irá encontrar uma descida, à direita, que leva ao poço da Cachoeira Mãe (tem esse nome por ser possível visualizar o rosto de Nossa Senhora na queda d’água). Será preciso descer pela rocha com auxílio de uma corda. Lá embaixo tem um bom ambiente onde as pessoas ficam relaxando. Algumas pessoas saltam do alto da rocha direto no poço.
Voltando à trilha, você deverá subir mais um pouco para encontrar a Cachoeira Pai. Uma queda d’água de aproximadamente 15 metros caindo direto num poço bem fundo. Nesse poço também é possível saltar, mas tenha cuidado, já ocorreram acidentes no local, então pergunte aos funcionários se a cachoeira está em condições apropriadas para saltos. Do poço da Cachoeira Pai se tem acesso à Cachoeira Filho. As pessoas costumam descer escorregando por ela até o poço mais abaixo.

Mais à frente, após a Cachoeira Pai, chegamos a última cachoeira: a Cachoeira Sete Quedas. Esta cachoeira é composta por uma queda d’água que segue por 7 degraus em harmonia com a natureza. Essa cachoeira, juntamente com as cachoeiras do Pai, Mãe e Filho, formam o Circuito das Águas. Passando por esta cachoeira, é possível atravessar o rio e subir por uma trilha curta, no meio da mata, que leva até a trilha do Peito do Pombo. Apesar dessa boa possibilidade, preferimos retornar e deixar para fazer esta outra trilha no dia seguinte, bem cedo, com mais calma.
No domingo, assim que o sol nasceu, nos arrumamos e partimos para a trilha do Peito do Pombo, seguindo o caminho sem passar pelas cachoeiras e sem ter que pagar nenhuma taxa. A exaustiva trilha levou cerca de 5h20, ida e volta, e nos presenteou com uma linda vista lá do alto. Posso dizer que essa trilha, de 1400 metros de altitude, merece ser conquistada por todos que passarem pela região. Para quem quiser saber mais detalhes sobre a minha experiência sobre esta trilha é só clicar neste link.
Foquei mais em lhe contar sobre os passeios naturais, até porque é o que tem de melhor no local. Mas saiba que tudo em Sana respira boas vibrações, isso vai da natureza as pessoas, por isso que curto tanto está por lá.

Como chegar

Carro: Chegando em Casimiro de Abreu, o motorista deve seguir pela BR-142, subindo a serra no sentido Nova Friburgo e desviar para Barra do Sana, pegando a Estrada Frade-Sana, passando pelo Portal do Sana, na ponte da Amizade (que cruza o Rio Macaé), até o Arraial do Sana. A Estrada Frade-Sana é uma estrada de terra em péssimas condições, com muitos buracos e pedras. É curta. Tem em torno de 6 km de extensão apenas, mas exige bastante atenção do motorista pra não danificar o carro.

Ônibus:
Chegar de ônibus na região é relativamente fácil, apesar de cansativo. Basta pegar um ônibus para Casimiro de Abreu, saltar na rodoviária, e depois pegar um ônibus direto para Sana, eles passam de 2 em 2 horas. Tenha cuidado para não chegar muito cedo para não ficar mofando e nem muito tarde para não perder o último bus.