No ritmo dos Lençóis Maranhenses

Pense no paraíso… o quê lhe vem a cabeça?

Um lugar em que a paz é presente a todo instante, que a energia e as cores dos lagos e lagoas modificam-se de acordo com o brilho do sol, que a areia é tão branquinha que dá pra se sentir nas nuvens? Bom… se for isso, você precisa imediatamente conhecer os Lençóis Maranhenses. Uma viagem emocionante do início ao fim.
Claro que não será possível que você viva as mesmas peripécias que eu vivi, mas poderá compreender certas emoções seguindo um circuito similar. Existem diversas possibilidades de fazer o seu roteiro, eu achei mais prático fechar um pacote, como eu sonhava, com uma agência local: a Santos Turismo.

A minha viagem pode ser dividia em 3 etapas: Barreirinhas, as cidades vizinhas e os rios.

Barreirinhas
É a cidade protagonista da viagem. É nela em que fiquei hospedado e fazia as principais refeições do dia. Trata-se de um lugarzinho muito simples, com poucas pessoas, poucos comércios, poucas escolas, poucos restaurantes, mas com diversas agências de turismo.

Não estava dando muito valor ao pequeno município, mas, principalmente, por causa dos passeios comecei a ver a riqueza cultural e natural que existe neste local. Em Barreirinhas conheci o Rio Preguiças e os Lençóis Maranhenses, através do Circuito da Lagoa Bonita e da Lagoa Azul.

Os circuitos citados são os principais passeios do Maranhão e tem percursos bem parecidos. Os dois partem por volta das 14h, com o objetivo de finalizar com o pôr-do-sol; o trajeto é dentro de trechos bastantes acidentados, com muitos galhos passando rente ao carro; e a duração da viagem têm cerca de 1h. A grande diferença entre os dois passeios é uma duna, de aproximadamente 30 metros, que é necessário subir para chegar até a Lagoa Bonita. É super exaustivo mas, talvez seja por causa disso, que ela, para mim, possibilita a vista mais bonita de todos os percursos. É lindo demais ver todos aqueles lençóis lá do alto, chega a emocionar.

Vassouras, Caburé e Mandacaru
Conhecer as cidades vizinhas de Barreirinhas também foi uma ideia que deu bastante certo. Além de serem cidadezinhas super simples e lindas, a forma de chegar até elas foi bem empolgante, através das voadeiras, um barco de alta velocidade.

Em Vassouras tivemos a oportunidade de conhecer os pequenos lençóis e os macaquinhos ladrões de comida. Em Mandacaru subimos os 160 degraus do Farol de Preguiças para observar toda aquela belezura. E em Caburé rodamos as praias de quadriciclo (literalmente) e relaxamos nas redes.

Rio Formiga
Neste rio foi onde aconteceu o nosso último passeio. Provavelmente foi o passeio mais distante se comparado aos outros, mas, assim como todos, valeu super a pena as horas de percurso. Primeiro, por se tratar de mais um lugar encantador que conhecemos. Segundo, por fazermos todo o passeio sendo guiado por nativos. E terceiro, porque o passeio de bóia é super relaxante.
Afirmo que para mim foi bem complicado explicar uma experiência “gigante” como esta de forma sucinta. Tentei resumir o máximo possível, sem tirar o contexto da história, para conseguir contar tudo para vocês, sem ser maçante e chato. Espero que compreendam um pouquinho da sensação que tive, pois nesta trip aconteceu, novamente, algo que eu sempre falo: – Entre os sonhos possíveis, o melhor é sonhar acordado. E eu sonhei.

Paraty: um centro de histórias e aventuras

Chegou o dia de levar mamãe para viajar. E o destino escolhido, por ela, foi Paraty.

Busquei encontrar formas de fazer todos os passeios, mas de um jeito menos desgastante, pois não queria matar minha coroa (rs). Então para quem estiver lendo, saiba que irei citar algumas formas possíveis de fazer os passeios, sendo que as que eu utilizei foram as formas mais práticas e tranquilas.

Paraty é uma cidade do litoral sul do Rio de Janeiro. Um cantinho de calmaria, muitas praias e muita cultura. Aquele lugar que te faz sentir como estivesse vivendo cenas de novelas ou filmes.
16406467_1240493749365089_3678167740395109628_nOpção de ônibus
Existem várias opções de horários de ônibus, da viação Costa Verde, saindo de Niterói ou do Rio de Janeiro. A viagem dura cerca de 4/5 horas.

Opção de hotel
Pensando em um lugar barato e que ficasse perto do centro histórico da cidade, escolhemos o Paraty Hotel. Os pontos ruins do hotel são as camas, que são bem desconfortáveis, e a troca dos lençóis que nunca acontecem. Para o que necessitávamos o hotel foi ótimo, pois chegávamos em tudo com bastante facilidade.

Opção de agência de passeio
Escolhemos a Paraty Tours. Fomos muito bem atendidos e todos os passeios ocorreram da forma que foram pré-estipulados. Só temos elogios a agência e a recomendamos.

ROTEIRO:

QUINTA
Reservamos este dia para nos acomodarmos no hotel e fazermos uma caminhada tranquila pela cidade.

Neste dia conhecemos o Centro Histórico de Paraty, que foi erguido entre os séculos 17 e 19, e está localizado entre o Rio Perequê-Açu e a Baía de Paraty. Ele é formado por casarões coloniais e igrejas. Carros não podem trafegar pelas ruas, que mantém seu calçamento em pedras. É um lugar que tem um visual deslumbrante. Conhecemos também a Praia do Pontal e o Forte Defensor Perpétuo. Dá para chegar facilmente do centro histórico até a praia e o forte, é só atravessar uma pequena ponte e seguir as placas turísticas.

SEXTA
Foi o dia de nos aventurarmos no Jeep tour pelas cachoeiras e alambiques. Neste passeio indico fazer com alguma agência, pois as cachoeiras ficam distantes e tem bastante pedra e lama pelo caminho, irá prejudicar bastante o seu carro.

ALAMBIQUES
Há sete alambiques principais na cidade. O único que resolvemos conhecer foi o Pedra Branca. O valor para o tour guiado é de R$3,00. A experiência é divertida, além de dar a oportunidade de provar muita cachaça de uma vez só (rs). Segue abaixo informações sobre os outros alambiques:
Maria Izabel: Rio-Santos, Km 568 (direção Rio). Agendamento pelo telefone: (24) 99999-9908
Engenho d’Ouro: Estrada para Cunha, Km 8. Tel: (24) 99905-8268
Coqueiro: Rio-Santos, Km 583 (direção Ubatuba). Tel (24) 3371-0894
Paratiana: Estrada da Pedra Branca, Km 1. Tel (24) 3371-6329
Pedra Branca: Estrada da Pedra Branca, Km 1. Tel: (24) 97835-4065
Maré Cheia: Estrada do Jacu. Tel (24) 3371-9377
16473852_1238698016211329_5821134148382112508_nCACHOEIRAS
Nesta imagem você pode conferir as cachoeiras da cidade:
not_med_0000002230Destas destacadas, conheci a Cachoeira da Pedra Branca, do Tobogã, da Usina e a do Tarzan. Apesar da mais famosa ser a do Tobogã, por causa do surf na pedra, a que eu mais gostei foi a Cachoeira da Pedra Branca, pois, além dela contar com dois saltos de cinco metros de altura, nela podemos encontrar pequenas piscinas e duchas naturais, que deixa o clima mais divertido.

SÁBADO
A famosa Vila de Trindade realmente supera as expectativas. Nela podemos encontrar pequenas lojinhas, bons restaurantes e praias maravilhosas. Esse passeio da pra fazer sem agência. Pode-se chegar facilmente no local de carro ou de ônibus.
2Destaco:

Praia Brava
A praia fica logo no início da estrada de Trindade. A trilha dura cerca de 30 minutos e é cercada de Mata Atlântica.

Praia do Cepilho ou Praia de Fora ou Praia dos Ranchos
É uma praia dividida em três partes, em cada parte ela tem um nome diferente. Na parte mais movimentada, a preferida dos surfistas, é conhecida como Cepilho. A Praia de Fora é uma ligação entre as praias do Cepilho e a dos Ranchos. E a praia dos Ranchos é a parte mais tranquila, onde geralmente ficam as famílias.

Praia do Meio
Esta é a praia mais famosa e cheia de Trindade. Seu acesso é tranquilo. É por ela onde podemos fazer a trilha para chegar no Cachadaço ou pegar o barco para ir direto para a Piscina Natural. Nesta praia também existe a possibilidade de passear de stand up ou caiaque.

Praia do Cachadaço
É a praia mais bonita de Trindade e também a mais perigosa. Pela praia pode-se observar diversas bandeiras vermelhas, avisando sobre os perigos do local. Para chegar até ela é preciso pegar uma trilha, que começa na Praia do Meio, subindo a encosta. A trilha é bem tranquila com corrimão de madeira e degraus feitos com pedras e raízes de árvores. São cerca de 15 minutos de trilha sem grandes obstáculos, mas cuidado com os dias chuvosos, pois o local fica cheio de lama.

Piscina Natural
Para chegar a Piscina Natural é necessária fazer mais uma trilha. Achamos essa trilha uma pouco mais difícil que a anterior. A trilha dura cerca de 20 minutos mata adentro. Como já foi citado, também é possível chegar ou sair deste local de barco. O barco tem o valor de R$30,00 (para ida e volta) ou R$15,00 (para quem deseja apenas a volta).


DOMINGO
Para fechar o passeio em alto nível, fomos passear de Escuna. Existem diversos tipos de circuito, escolhi o que passa pela Ilha Comprida, Praia da Lula, Lagoa Azul e Praia Vermelha. Além de ser o circuito mais famoso é o que tem mais elogios pela web.

Foi uma viagem inesquecível. Viajar em família pode ser tão bom quanto viajar com amigos ou namorada (o), basta você se permitir a essa possibilidade. Curta a sua família, aproveite os momentos bons!