Um Porto Seguro

O segundo município mais popular da Bahia, tem como destaque a sua orla. É uma cidade bem menos movimentada que Salvador. Para mim tem um estilo de vida muito mais atraente, pois é mais simples, com praias e pontos turísticos mais próximos. Fiquei só dois dias por lá, mas foi suficiente para entender o movimento local, dar uma boa caminhada pelas praias, gastar um dinheiro que eu não tinha nas barraquinhas da passarela do álcool e descobrir que lá, incrivelmente, “não têm pôr do sol” (ele se põe do lado ao contrário das praias, ou seja, fica tampado pelos morros).

Cheguei lá em um dia de muito calor, então foi fácil descobrir para onde iria primeiro: praia. Existem diversos ônibus próximo ao Banco do Brasil, em frente a passarela, que vão para a orla. É muito fácil de se locomover nos transportes públicos de Porto.

– Praias
Para quem busca sossego a dica é ir em direção a Santa Cruz Cabrália, onde estão as praias menos badaladas da região, é por lá que ficam Mutá (dez quilômetros do Centro de Porto Seguro) e Coroa Vermelha (14 quilômetros, já em Santa Cruz Cabrália). Já para quem prefere o agito, indico a praia de Axé Moi, que tem sempre uma festinha e uma galera mais animada.

Axé Moi

Depois de torrar no sol, me arrumei e fui dar uma voltinha à noite. Lá não tem muitas festas, mas tem a feirinha na passarela, onde rola uma musiquinha super agradável e, como disse antes, ótimas opções para comprar lembrancinhas.

– Passarela do Descobrimento (Passarela do Álcool)
A Passarela do Descobrimento fica no Centro da cidade e é o ponto de encontro para o pré-night. Por lá estão lojas de artesanato e souvenirs, butiques, bares e restaurantes. No finalzinho da passarela, na travessa conhecida como “O Beco”, concentram-se alguns dos bares e restaurantes mais aconchegantes e sossegados da área.

Passarela do Descobrimento

No dia seguinte já não tinha tanta coisa assim para fazer. É aquele tipo de lugar que você tem que ir disposto a relaxar e curtir o ambiente. Se for no objetivo de dominar tudo, como eu, vai conseguir fazer isso muito rápido. Então… fui fazer o que restava do passeio, conhecer a Cidade Histórica, localizada na parte alta, próximo a rodoviária.

– Cidade Histórica
O primeiro núcleo habitacional do Brasil se concentra nessa área. Instalado no topo de uma falésia debruçada sobre a orla, o espaço abriga imponentes prédios.

Ps: Depois de fazer tudo isso que falei, se você for muito festeiro, existe uma opção muito popular por lá: A Ilha dos Aquários. O espaço de lazer fica em uma ilha entre Porto Seguro e Arraial d`Ajuda. Entre as atrações, aquários, bares, restaurantes e pistas de dança animadas por DJ´s, ou shows ao vivo. A casa funciona somente às sextas-feiras, com abertura às 18h. Eu, sinceramente só não fui conhecer o lugar porque estava em baixa temporada, e me disseram que nessa época o lugar fica vazio.

Porto Seguro é um daqueles lugares que você se sente tão em casa que dá vontade de ficar de vez. Gastei pouco e aproveitei bastante, posso dizer que esse é o sonho de qualquer mochileiro.

Um sonho chamado Morro de São Paulo

Já imaginou um lugar que tenha belezas naturais, festas maneiras o tempo todo, gente bonita e animada e ainda fique situado em uma ilha paradisíaca? Sim, esse lugar existe e tem nome: Morro de São Paulo. Localizado na Ilha de Tinharé, esse pedacinho do paraíso precisa ser visitado e apreciado por todos os amantes da natureza e da vida.

Minha experiência por lá foi “devastadora”. Sem dúvidas o lugar que mais amei conhecer no meu mochilão pela Bahia. Vou tentar te contar um pouquinho como foi.

TERÇA
Cheguei lá numa terça-feira estranha. O dia tinha começado com sol, mas durante todo o percurso de Catamarã peguei chuva e um mar bastante agitado. Enfim… depois de muita emoção cheguei no porto. A primeira coisa que você vai reparar quando chegar por lá são nos populares “taxis”, garotos com carrinhos de mão oferecendo (em troca de dinheiro) para carregar sua mala pelas ladeiras de morro. Gastei um tempinho para me localizar, reconhecer o território e guardar a mala. O dia já estava terminando mas, como sempre, não gosto de perder nenhum minuto da viagem, então fui explorar. Me indicaram ir em direção a tirolesa, pois lá de cima dá para ter uma visão mais ampla das praias e da cidade. Fiz o que me disseram, mas percebi que próximo de onde eu estava tinha um outro caminho que levava a uma nova possibilidade, e lá fui eu. Encontrei, provavelmente a vista mais linda do lugar. Um mirante natural, com uma visão perfeita do céu e do mar. Foi surreal. Dica: coloque como certo esse local no seu roteiro. Pois é de graça, está aberto o tempo todo e é perfeito tanto para apreciar, quanto para tirar lindas fotos.

Mirante Natural

Depois de curtir o que dava do fim de tarde, busquei me informar sobre a programação da região. Descobri que cada dia é caracterizado por ter certas festas e eventos. Foi ótimo, porque já pude me organizar pra comprar ingressos e também perceber que ia gastar um pouco mais do que planejava. A terça era dia da festa do bambu, um hostel que fica escondido bem dentro da mata e privilegia artistas com vontade de mostrar o seu talento, ou seja, se você tem um dom musical e não tem vergonha de mostrar, vai lá que terá a oportunidade de tocar com outros grandes músicos. Esse evento é mais sossegado, não lota, não tem custo algum para participar e é realizado num período de matinê, pois as festas dentro dos hostel’s, por lei, tem horário de duração.

– Farol
Próximo a um mirante que proporciona uma bela vista, o farol é uma estrutura que não pode ser visitada. Ele é mais utilizado para demarcar uma àrea. Não tem atividades turísticas ou culturais.

QUARTA
Estava afoito querendo conhecer as famosas praias. Dormi mal por causa da ansiedade e de um mosquitinho chato que apareceu ao meu lado (depois me dei conta que ele devia tá por lá porque esqueci meu tênis debaixo da cama e ele estava bem sofrido). Ao acordar me deparei com um tempo ainda estranho, fiquei com receio, tomei café e fui em direção da praia sem desanimar. Chegando lá o tempo já não estava mais tão feio. Deitei na areia. Me distrai. De repente reparo que todas as nuvens sumiram e o sol estava naquela potência condizente ao que eu lia na internet e com a quantidade de protetor que levei. Minha alegria era clara e meu agito constante. Fui destrinchar o lugar. Conheci a primeira, a segunda e a terceira praia, que são pontos fáceis de se conhecer, pois ainda estava receoso de outra mudança do clima. Um pouco mais tarde e mais confiante, fui em busca de um passeio maior. Resolvi ir andando até Gamboa, praia famosa pela sua argila medicinal.

Voltei à tardinha e já fui me organizar para ir ao evento de quarta: o Teatro. Uma boate que é divida em duas partes, metade fica tomada por ritmos locais e latinos, a outra parte fica sendo embalada pela música eletrônica. Esse local já tem mais a cara das noitadas paulistas e cariocas, tanto no estilo, quanto nos preços. O ingresso teve valor de R$50 e a festa durou até o sol nascer.

– Primeira Praia
É pequena, mas é a praia com mais diversões no mar. Tem muitos hotéis e pousadas e é a mais próxima da vila.

– Segunda Praia
É a praia mais badalada, não só durante o dia como à noite. Praia que conta com a maior diversidade de bares e restaurantes. Os principais eventos realizados na areia acontecem aqui, inclusive o popular luau.

– Terceira Praia
Tem cerca de 800 metros de extensão. É dessa praia  que partem os passeios para outros lugares da região. Sua faixa de areia é pequena e na maré alta o mar atinge o muro onde fica a ruela da orla.

– Caminhada até Gamboa
Se a maré estiver baixa você poderá fazer uma caminhada do cais do Morro até a Gamboa, passando pelas praias do Porto de Cima e da Ponta da Pedra. Antes de chegar em Gamboa está a encosta de argila, parada obrigatória para passar a argila por todo o corpo, que segundo dizem os moradores tem função esfoliante. Confesso que nesse momento me empolguei e passei argila até no cabelo (risos). A caminhada, se for feita de forma tranquila, dura cerca de 30 minutos.

QUINTA
Já deu para reparar que nesse lugar quase não se dorme né? Depois de 2 horas de sono, parti para a empreitada do dia: o passeio de lancha Volta à Ilha. Neste passeio, que detalho melhor abaixo, tive a oportunidade de conhecer um grupo de paulistas e mineiros muito animados, pessoas incríveis que, provavelmente, terei contato pelo resto da vida. O passeio foi indescritível. Conheci lugares lindos, comi ostra pela primeira vez e me diverti um bocado. Para quem tiver interessado, relato que existem diversas agências na ilha que fazem esse passeio, mas indico que procure a que tem o grupo mais animado, faz toda a diferença. O preço gira em torno de R$100, mas se for em baixa temporada utilize seu poder de negociação.

E, antes que esqueça, destaco aqui a festa deste dia: o luau. Foi neste evento que conheci uma menina super especial, que fez a minha estadia em Morro ser ainda mais prazerosa e empolgante, e que sempre estará guardada de forma positivamente linda na minha memória. O luau não é muito bem um luau. É mais uma festa gratuita na praia. Com direito a diversas caixas de som, este evento também invade a madrugada.

– Passear de barco Volta à ilha
Há dois passeios de barco pela ilha. O mais procurado e conhecido é o Volta à Ilha, que dura o dia todo. De manhã, a programação começa pela piscina natural da Praia de Garapuá, com águas quentes e cheias de peixes. Depois, o barco segue para as bonitas piscinas de Moreré, na Ilha de Boipeba. Após o desembarque na Praia de Cueira, caminha-se pela orla por Tassimirim para chegar à Boca da Barra (centrinho de Boipeba), onde há uma breve pausa para o almoço nas barracas pé na areia (pago à parte). À tarde, a navegação segue pelo Rio do Inferno e faz mais duas pausas nas cidadezinhas de Canavieiras e de Cairu.

– Forte
O forte é visto logo na chegada da cidade. Ele foi usado como ponto estratégico, principalmente para proteger a cidade de Salvador. Junto do forte fica uma antiga senzala ou prisão (não se sabe ao certo) com um túnel que vai até a igreja principal. O forte é escolhido pelos visitantes da ilha principalmente para admirar o pôr do sol.

SEXTA
Para variar, na sexta também não dormi quase nada. Mesmo lesado, era a hora de conhecer o que restava do passeio. A festa deste dia foi na Toca do Morcego. A entrada para casal tem o valor de R$50 para cada. Indo solteiro paga R$70.

– Quarta Praia
Uma praia mais extensa e mais deserta, em compensação também é a mais bonita entre as praias de mais fácil acesso. Quando a maré está baixa é possível ver a grande quantidade de corais. Essa eu fui pra relaxar.

– Quinta Praia
É a praia mais distante do centro, parecida com a quarta praia, mas de difícil acesso. É quase uma praia particular para os que ficam nos resort’s e em hotéis próximos.

– Toca do Morcego
A Toca do Morcego é o lugar mais famoso para ver o sol se pondo. O espaço cobra R$10 pela entrada e oferece esteira, almofadas e um cardápio com bebidas e petiscos. A casa não abre nos meses de maio, junho e na primeira quinzena de julho. Na baixa temporada, o horário de funcionamento é das 16h30 às 22h.

– Mirante da Tirolesa
É um lugar propício não só para quem pretende descer pela tirolesa de 320m de altura (R$ 70), como para quem quer ter uma vista geral da cidade. Um triste fato é que eles não deixam você saltar segurando algo, ou seja, não da para tirar aquelas fotos iradas da gopro.

SÁBADO
Foi o dia mais difícil, o dia da despedida. Foram poucos dias, mas muito intensos. Parecia que já conhecia o lugar com a palma da minha mão e já tinha amizade com os moradores há anos.

Uma viagem recheada de histórias e momentos inesquecíveis. Morro é um daqueles lugares que cravam uma saudade eterna no seu coração. Cada detalhe, cada conversa, cada passo, vão ficar sempre guardados no meu coração.

Piscinas naturais de Moreré (Ilha de Boipeba)

COMO CHEGAR?
Transfer aéreo: A opção mais cara e rápida para se chegar até morro. A viagem dura cerca de 3o minutos e o valor gira em torno de R$435,00. Como sou pobre, esse é o máximo de informação que tenho sobre essa possibilidade, desculpe (rs).

Transfer marítimo: seu tempo de viagem é aproximadamente de 2 horas e trinta minutos, podendo variar para 3 horas, dependendo das condições climáticas e ventos no mar. O local de partida (catamarã e lancha) é no Terminal Marítimo de Salvador, próximo do Mercado Modelo, na Cidade Baixa. A chegada em Morro é no porto (cais), localizado próximo à vila (centro) ao lado da Fortaleza. Na época em que fui, o trajeto custou R$ 96,50 por pessoa. Os preços e os horários são tabelados, então não tem muito para onde correr.

Transfer semiterreste: Vá para o Terminal Hidroviário de São Joaquim e de lá siga em direção a Bom Despacho, localizado na Ilha de Itaparica – o trajeto dura em média 40 minutos. Pegue um ônibus até Valença. Saltando no Terminal Rodoviário de Valença vá para Terminal Marítimo do local, e de lá pegue os barcos rápidos que vão para Morro. Se você não quiser fazer todo esse processo por conta própria, contrate um pacote com uma agência, que terá alguém lhe orientando e guiando por todo o circuito. Essa opção custa em torno de R$90.

Rumo a Praia do Perigoso

Quer ficar sem fôlego? Então pense em uma praia selvagem, praticamente deserta, que lhe permite contemplar o mar e a Pedra da Tartaruga e, além disso, é um recanto de sossego.

Lhes apresento a Praia do Perigoso. Uma das 5 praias do Rio considerada selvagem. Essas praias recebem esse título porque não sofreram nenhum tipo de intervenção humana no seu entorno. Para chegar até elas, geralmente, é necessário fazer uma trilha.
Como chegar?
O visitante pode ir através de transporte público ou de carro. Confesso que em Guaratiba nunca fui de ônibus por causa da distância, mas também deixo essa opção abaixo para quem tiver essa disposição. Vale destacar, também, o valor caríssimo das vagas para carros, indico achar algum lugar um pouco mais distante, pois o quanto mais próximo do início do percurso mais caro fica.

Carro: Pra quem vem de Niterói, Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca seguir pela Avenida das Américas até chegar ao Túnel Vice-Presidente José de Alencar. Passando o túnel pegar o retorno para a entrada de Barra Guaratiba e pegar a estrada Roberto Burle Marx e seguir até o final da via. Pra quem vem via Campo Grande, seguir em direção à Barra da Tijuca e pegar a entrada de Barra de Guaratiba e seguir pela estrada Roberto Burle Marx e seguir até o final da via.

Transporte Público: Pra quem vem de Niterói, Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca a melhor opção é seguir até o Terminal Alvorada e de lá pegar o BRT para soltar na estação Ilha de Guaratiba. Chegando lá será preciso pegar o ônibus 867 da Auto Viação Jabour (Campo Grande x Barra de Guaratiba) e descer no ponto final. O mesmo vale para quem vem via Campo Grande. A linha 867 (Campo Grande x Barra de Guaratiba) sai da Rodoviária de Campo Grande e vai até o ponto final na Praia de Guaratiba.