Fábrica Bhering: entre os souvenir’s e a arte

No último fim de semana descobri um lugar inovador na Zona Portuária carioca. Um espaço que transpira economia criativa e modernidade no estilo “carioquês” de ser.
A antiga fábrica de chocolates abandonada foi revitalizada e se transformou em um dos mais efervescentes pólos artísticos da cidade, reunindo sob suas estruturas rústicas diversos profissionais criativos das mais variadas áreas. No local, pode-se encontrar ateliês fotográficos e de artistas plásticos, escritórios de design e arquitetura, estúdios, oficinas de movelaria, grifes, brechós e diversos bistrôs.

Vale ressaltar, que o melhor dia para visitação é o primeiro sábado de cada mês, das 12h às 20h, pois os ateliês abrem suas portas para a visitação do público no evento “Circuito Interno”, com entrada gratuita e atrações especiais.
O prédio, construído em 1930, manteve suas características originais, preservando parte de seu maquinário e as paredes desgastadas pelos anos de abandono, entretanto, trouxe a criatividade do século 21 e se tornou, possivelmente, o complexo artístico mais completo do Rio, e perfeito para turistas, pois nele podem experimentar da nossa arte, culinária e souvenir’s.

Os belos jardins do Amantikir

Localizado em Campos do Jordão, O Parque Amantikir é fruto de um sonho do engenheiro agrônomo e paisagista Walter Vasconcellos. Esse sonho deve ter sido um daqueles que te faz acordar extasiado, pois o parque se tornou um sucesso e recebe, a cada ano, um número maior de visitantes.

Com mais de 700 espécies de plantas ao longo dos 60.000 m², o local foi considerado pelos usuários do TripAdvisor como a melhor opção do que fazer em Campos do Jordão, por quatro anos consecutivos, (2013, 2014, 2015 e 2016).

Labirinto de Grama

Eu estive por lá, e pude comprovar toda essa beleza e encantamento de perto. O parque me impressionou através das sua incríveis paisagens e das possibilidades de enriquecimento do “eu criativo”, pois o lugar, além de apresentar belezas naturais fantásticas, tenta fugir do eixo comum e nos presenteia com labirintos e outras coisas que aguçam os pensamentos.

O Amantikir está aberto todos os dias do ano, inclusive feriados, natal e ano novo, das 8h30 às 17h00. Visitantes que entram até as 17h00 podem permanecer no parque até o pôr-do-sol. O ingresso tem o valor de R$40 inteira e R$20 meia.

Como chegar?

Estando em Campos do Jordão e partindo de Capivari: Após deixar o Centro Turístico em direção ao Portal de Campos do Jordão, atravesse todo o centro comercial de Abernéssia. Em frente a UNIVAP entre à esquerda cruzando a Estrada de Ferro Campos do Jordão e tomando a Av. Ernesto Diedericksen (avenida do Hotel Toriba). Seguir a sinalização – Pico do Diamante / Estrada Gavião Gonzaga (ou o Totem que indica TARUNDU).

Após o Hotel Toriba permaneça à direita (no asfalto) na estrada Paulo Costa Lenz César. Ao seguir essa estrada por 300m, você cruza a Estrada de Ferro uma segunda vez. Permaneça nessa estrada (e aproveite a beleza do lugar) por mais 1.500m e vai encontrar a Estrada de Ferro novamente.

Após cruzar a Estrada de Ferro pela terceira vez você já visualiza uma placa de madeira rústica escrita em branco, entre à direita e siga por cerca de 400 metros. A Recepção do Amantikir fica à esquerda.

Abraçando a arte no MAR

O Museu de Arte do Rio é composto por dois prédios de estilos arquitetônicos totalmente diferentes: o diversificado Palacete Dom João VI e uma construção que originalmente funcionou como terminal rodoviário. O espaço nos aproxima da arte de tal forma que nos faz sentir abraçado.
O passeio começa no terraço, com uma vista deslumbrante para a zona portuária, sem dúvidas minha parte preferido do museu. Em seguida, o visitante percorre os quatro andares do Palacete, que abrigam exposições temporárias e obras do acervo permanente – documentos, aquarelas de Santiago Calatrava e uma escultura de Aleijadinho. O museu, localizado na Praça Mauá, fica abeto de terça a domingo, das 10h  às 17h, e tem o ingresso no valor de R$20 reais, sendo que às terças a entrada é gratuita.
Vale destacar que o museu foi premiado com o título de melhor construção de 2013, ano da sua inauguração, na categoria museu, pelo voto popular, do maior prêmio internacional de arquitetura do mundo, o Architizer A+ Awards. O MAR concorreu com os museus Heydar Aliyev Center (Azerbaijão), New Rijksmuseum (Holanda), Zhujiajiao Museum of Humanities & Arts (China) e com o Danish Maritime Museum (Dinamarca).

Um sonho chamado MAC

Oscar Niemeyer já dizia: “a gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem”. O MAC parece ter sido um daqueles sonhos que se acorda suando de tão impactante que foi. O Museu de Arte Contemporânea se tornou, além de um cartão-postal da cidade de Niterói, um expoente de cultura nacional. Em todos os países que passo as pessoas sabem que existe um famoso “disco voador” na cidade sorriso.
O museu, construído sobre o Mirante da Boa Viagem, na orla de Niterói, possui uma fachada futurista que possibilita que o visitante desfrute de uma vista panorâmica. Para chegar no local o viajante deve, caso venha da cidade do Rio de janeiro, ir até a Praça XV e pegar as barcas. Chegando em Niterói, ir para o Terminal Rodoviário João Goulart e pegar o ônibus 47b, que passa em frente ao museu. Existem outras opções de ônibus que deixam próximo ao local, mas você terá que caminhar um pouco: 17 (Centro/Charitas);  32 (Centro/Cachoeira); 33 (Centro/Jurujuba); 46 (Centro/Várzea das Moças); 47A (UFF Circular); 47 (Centro/Vital Brazil); 49 (Fonseca/Icaraí – circular); 53 (Centro/Santa Rosa); 60 (Ilha da Conceição/Icaraí – circular); 740D (Copacabana/Charitas); 750D (Gávea/Charitas); 760D (Galeão/Charitas); 775 (Gávea/Charitas)

O espaço conta, atualmente, com diversas exposições internacionais e atividades culturais e educacionais. Além disso, quem não tiver interesse em entrar no museu também pode apreciar a vista no pátio, que fico do lado externo, ou ir comer uma boa comida no bistrô.

Para os interessados em visitar, seguem alguns dados importantes:

Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº, Boa Viagem
Funcionamento: Museu, de terça a domingo, das 10 às 18h; Pátio, de segunda a domingo, das 8 às 18h (no horário de verão o pátio funciona até às 19h); Bistrô, de terça a sexta, das 10h às 17h | sábado e domingo, das 9h às 18h
Preço: R$10 (inteira / R$5 (meia)

O Rio aos “olhos” do Mirante Dona Marta

Poucos lugares mostram o Rio de uma forma tão clara. A 362 metros de altitude, o mirante apresenta o Pão de Açúcar, o Maracanã, a Baía de Guanabara, o Cristo Redentor, de uma forma limpa, como se fosse uma pintura recém criada.
Localizado no Parque Nacional da Tijuca, Santa Teresa,  o mirante pode ser encontrado através do percurso feito por carro/moto ou através da trilha. Não tem como subir de ônibus até lá em cima. Existem três caminhos possíveis:

De carro (saindo de Cosme Velho): Você vai seguir como se fosse para o Corcovado. Suba pela Estrada das Paineiras. Ela começa a Rua Alm. Alexandrino, na altura do nº 5088. Quando chegar à rotatória, siga pela esquerda em direção ao Mirante.

De carro (vindo pelo Parque Nacional da Floresta da Tijuca): Pegue a Estrada do Redentor e siga até o final. Quando você passar pelo Hotel das Paineiras, haverá uma bifurcação, siga pela direita, pegando a Estrada das Paineiras.

A pé ( pela trilha até o Mirante Dona Marta): Vá até o alto da Favela Santa Marta, usando o elevador inclinado, onde começa a trilha. São 30 minutos de caminhada, dependendo do seu ritmo. É um caminhada bem fácil.

Não é um lugar difícil de chegar, por isso encontra-se por lá pessoas de todas as idades. Ou seja, além de ser um lugar lindo é diversificado.
Um pouquinho de história…
O nome do lugar surgiu no final do século XVII, quando o padre Clemente comprou terras ali e deu ao morro o nome de sua mãe, Marta, para homenageá-la pouco depois da sua morte. Séculos depois, uma imagem de Santa Marta foi levada para o alto do morro e construíram uma capela para ela. A Favela Santa Marta começou com os funcionários do Colégio Santo Inácio, que receberam parte do terreno para a construção das casas.

Levando mamãe ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Hoje foi dia de levar mamãe ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O local possui um dos mais importantes centros de pesquisa mundiais nas áreas de botânica e conservação da biodiversidade.
dsc_1199Chegando lá, encontramos um local muito diversificado e tivemos a oportunidade de observar mais de 6 500 espécies de plantas, distribuídas em uma grande área de 54 hectares. O local fica aberto de 08h às 17h e tem o ingresso no valor de R$15 reais.

Entre as figuras de maior destaque de lá estão: O Chafariz Central (Chafariz das Musas), a Casa dos Pilões, o Orquidário, o Jardim Japonês, o Museu do Meio Ambiente (primeiro da América Latina que se dedica à temática socioambiental), e a famosa Palmeira-imperial (local popular por fotos famosas e cenas em novelas).

Você sabia?
Duas curiosidades que achei interessante compartilhar:

1º: O Chafariz das Musas não tem bomba para puxar a água. O sistema hídrico do equipamento conta apenas com a força da gravidade para fazer a água jorrar.
2º: A casa mais antiga da Zona Sul ainda de pé é o Centro de Visitantes do Jardim Botânico. Construída em 1576, ela era a sede do Engenho de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa.

Como chegar?
Ônibus: Todas as linhas de ônibus que passam pelo Jockey têm ponto na Rua Jardim Botânico nº 1008.

Metrô: Os usuários do metrô podem pegar o ônibus de integração na Estação Botafogo e saltar na Rua Jardim Botânico nº 728, entrando no Jardim pela Rua Pacheco Leão nº 101. Para ir embora, o ônibus de integração para no ponto das tribunas do Jockey Clube, em frente à Praça Santos Dumont. Para os que saírem pela Rua Pacheco Leão nº 101, o ponto mais próximo está localizando na Rua Jardim Botânico nº 667.

Feira de São Cristóvão (RJ)

No período de festas juninas, uma ótima sugestão é ir na Feira de São Cristóvão, também conhecida como Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas ou Feira dos Paraíbas. O local ganhou nova roupagem, conta com aproximadamente 700 barracas, dois palcos para shows, praça de repentistas, museu e ótimos restaurantes.
dsc_0786-copiarO espaço, que funciona de sexta a domingo com programação ininterrupta, é um pedacinho do Nordeste no Rio de Janeiro. Além de ter uma ótima infraestrutura, lá também encontramos um povo animado, bem-disposto a comer, se divertir e dançar um forró. O local também funciona de terça a quinta-feira, porém é só para almoço.

Ótimo lugar para o povo do norte e do nordeste matar a saudade de casa, e também para o pessoal dos outros estados conhecerem um pouquinho das tradições nordestinas. A gastronomia do Nordeste é o que mais me atrai no local, comi um belo baião de dois com carne de sol no almoço, além de diversos doces durante o resto do dia. Adoro comer e um doce que nunca tinha provado e conheci no local foi a bala de cana, muito boa por sinal.

Não deixe de conhecer esse cantinho paraíba do Rio, vá a feira. Custa apenas R$ 5 reais, a meia-entrada.
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Museu de Arte Moderna (RJ)

O museu que fica localizado no Parque do Flamengo, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, apresenta uma estrutura inovadora.  Sua arquitetura é a obra mais conhecida do arquiteto carioca Affonso Reidy.  Apesar de o lugar ser lindo e contar com uma natureza alucinante, o local também está habitado por muitos moradores de rua, o que afasta um pouco o público, por medo de possíveis assaltos.
dsc_0750O espaço fica aberto à visitação de terça a domingo e conta com três andares de exposições. Achei o ingresso, no valor de R$14,00 reais, um pouco caro se compararmos com o preço das entradas dos outros museus do Rio.

Ainda assim, é um ponto turístico marcante e fundamental para quem quer fazer um tour completo pela cidade.

História
O episódio mais marcante da história do MAM ocorreu no dia 8 de julho de 1978, quando um incêndio causado ou por um cigarro ou por uma falha elétrica, destruiu 90% de seu acervo, principalmente obras de Picasso (cabeça cubista e um Retrato de Dora Maar), Miró, Salvador Dalí, Max Ernst, René Magritte, Ivan Serpa, Manabu Mabe e muitos outros, além de todos os trabalhos presentes em uma grande retrospectiva de Joaquin Torres García.

Após extensos trabalhos de restauração o Bloco de Exposições voltou, em 1982, ao funcionamento. Entre 1993 e 2002, o museu recebeu doações de coleções particulares de Gilberto Chateaubriand, cerca de 4.000 obras, inclusive telas de Cândido Portinari, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Di Cavalcanti e gravuras de Oswaldo Goeldi, entre outras.
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Museu do Amanhã: o futuro está logo ali

Ancorado no Píer Mauá e vizinho do Museu de Arte do Rio (MAR), o Museu do Amanhã é o novo polo de cultura do Rio de Janeiro. O espaço tem por fora uma arquitetura inovadora assinada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava e que foi inspirada nas bromélias do Jardim Botânico. Por dentro, zonas interativas, uma sala de cinema 360 graus, e diversas peças culturais tecnológicas.
Além de tudo que já foi citado, o Museu também conta com um auditório que possui 400 lugares a serem utilizados para palestras e apresentações artísticas, um salão de exposições com 600 m² e um restaurante com vista panorâmica. Quem quiser almoçar no local poderá observar um monumento (denominada como diamante estrela semente ) na parte de trás do museu.

O edifício que foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015 e recebeu cerca de 25 mil visitantes em seu primeiro final de semana de funcionamento, tem a proposta de ser um museu de artes e ciências, além de contar com mostras que alertam sobre os perigos das mudanças climáticas, da degradação ambiental e do colapso social. O edifício conta com espinhas solares que se movem ao longo da claraboia, projetada para adaptar-se às mudanças das condições ambientais.

O espaço está aberto para visitação de terça a domingo, das 10h às 17h, e tem o ingresso no valor de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). As terças a entrada é gratuita.

Museu das Telecomunicações | Oi Futuro (RJ)

O Museu Oi Futuro é um espaço da memória, da experimentação e da contemporaneidade, totalmente interativo, que incorpora as mais avançadas tecnologias e tendências. É um espaço para as pessoas de todas as idades sentirem-se à vontade. Construído para contar um pouco da história da comunicação humana.
dsc_0067O local que fica aberto de terça a domingo, das 11h às 17h, é inovador e dá ao visitante a possibilidade de construir seu próprio roteiro, seu próprio tempo. Um lugar muito calmo, sem filas, bom para caminhar tranquilamente.

No Museu existem dois pontos que achei bem interessante: O fato de ter entrada gratuita, e também o fato de ter um espaço onde você pode tirar uma foto interativa e enviar para o seu e-mail, para guardar de lembrança.
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