Fábrica Bhering: entre os souvenir’s e a arte

No último fim de semana descobri um lugar inovador na Zona Portuária carioca. Um espaço que transpira economia criativa e modernidade no estilo “carioquês” de ser.
A antiga fábrica de chocolates abandonada foi revitalizada e se transformou em um dos mais efervescentes pólos artísticos da cidade, reunindo sob suas estruturas rústicas diversos profissionais criativos das mais variadas áreas. No local, pode-se encontrar ateliês fotográficos e de artistas plásticos, escritórios de design e arquitetura, estúdios, oficinas de movelaria, grifes, brechós e diversos bistrôs.

Vale ressaltar, que o melhor dia para visitação é o primeiro sábado de cada mês, das 12h às 20h, pois os ateliês abrem suas portas para a visitação do público no evento “Circuito Interno”, com entrada gratuita e atrações especiais.
O prédio, construído em 1930, manteve suas características originais, preservando parte de seu maquinário e as paredes desgastadas pelos anos de abandono, entretanto, trouxe a criatividade do século 21 e se tornou, possivelmente, o complexo artístico mais completo do Rio, e perfeito para turistas, pois nele podem experimentar da nossa arte, culinária e souvenir’s.

Carnaval Ouro Preto 2018

Carnaval é aquele período onde a alegria transborda e os momentos são inesquecíveis.

O que mais me chama atenção nessa época, é o bom humor geral. Você pode estar na fila de um mercado ou em um ônibus lotado que as pessoas irão estar de bem com a vida. É um momento quase mágico, parece que a vida não tem problemas. Nos sentimos iguais.

Por tudo isso, escolher onde passar essa data é uma tarefa difícil. Não podemos errar. Já pensou passar uma semana de carnaval em um lugar que não tem nada pra fazer? Me dá até calafrios.

Depois de muito refletir, eu e meus amigos escolhemos Ouro Preto. Posso dizer tranquilamente que não me arrependo da escolha. Depois de um início duvidoso, a cidade mostrou o que tem de melhor. Foram blocos e festas marcantes regadas ao som de muita música e bebidas.

Lhe garanto que depois de muita zoeira e pegação a República “Saudades da Mamãe” nunca mais será a mesma!
Concluo afirmando que aos poucos vou aprendendo que eu posso estar no Rio ou em Minas, na Bahia ou no Recife, mas o que faz o meu Carnaval ser inesquecível são as pessoas que estão comigo nos momentos de risos e brincadeiras. Obrigado “time” por ter feito essa data ser mais um momento marcante em minha vida!

Bravus Race, uma história de superação

Neste final de ano, resolvi encarar a segunda etapa Speed da Bravus Race no Rio, evento que se tornou popular pelo grande esforço necessário para concluí-lo. As provas da Bravus têm como inspiração os treinamentos militares e desafiam os competidores a testarem seus limites, o condicionamento físico e, ainda, superarem obstáculos com técnica e muita força. Resumindo, é um evento pesado para qualquer ser humano normal, imagina então se a poucos meses da corrida você estiver doente, preocupante, né? Vou te contar como foi minha experiência.

Tudo foi programado com muita antecedência, mas nunca imaginaria que a 2 meses do evento eu estaria doente e sem previsão de melhora. Graças a Deus me recuperei a tempo e consegui malhar por duas semanas para ganhar um mínimo de peso e condicionamento físico. Foram 5km de corrida com 15 obstáculos diversificados.

Tomei choque de 1000 volts, afundei numa bacia d’água congelada, escalei, escorreguei tentando subir uma rampa de skate, carreguei muito peso nas costas, entre outras mil coisas. E mesmo chegando desgastado, no final a recompensa foi gigantesca. Foram 58 minutos de muito esforço e superação.

Não poderia deixar de concluir este texto, falando que existem coisas que só tem graça se tivermos um grande amigo ao lado. Este é um daqueles eventos que te leva aos seus limites, mas também te dá a oportunidade de ajudar, apoiar e vencer com seus parceiros. Na Bravus, certamente passei por diversos obstáculos porque tinha um grande amigo me incentivando por perto, dizendo: – vai lá, você consegue!

Um irmão é um amigo que Deus lhe deu, um amigo é um irmão que seu coração escolheu.

Contemplando o Rio através da Vista Chinesa

O monumento, construído no início do século XX em homenagem aos chineses e a importação do cultivo de chá no Brasil, oferece aos visitantes um amplo panorama do Rio de Janeiro, possibilitando uma visão privilegiada do Cristo Redentor, Baía de Guanabara, Pão de Açúcar, Lagoa Rodrigo de Freitas, praias de Ipanema e Leblon, além do Morro Dois Irmãos, ícones do turismo carioca. Acho que depois de destacar os lugares que o mirante contempla, nem preciso reafirmar que a visita vale super a pena, né?

A trilha, de nível leve, tem fácil acesso e é totalmente pavimentada, ou seja, é possível ir a pé, de bike, de carro etc. Apesar da subida ser um pouco íngreme, não é exigido um grande preparo para chegar ao final de um dos picos mais bonitos da região.
Como chegar
O caminho mais rápido para quem está na Zona Sul é pelo bairro do Jardim Botânico pela Rua Pacheco Leão e estradas da Castorina e da Vista Chinesa. Quem vem da região da Tijuca ou Barra, pode pegar a Rua da Boa Vista ou Estrada das Furnas.
A melhor forma de agradecer por estar em uma cidade com toda essa riqueza natural é aproveitando em grande estilo, curta o Rio!

Pedra do Sino no amor e na raça!

Antes de começar a relatar como foi a minha experiência, eu preciso destacar como é intensa a trilha da Pedra do Sino. Estou falando sobre o ponto mais alto do Parque Nacional da Serra dos Orgãos e da cidade de Guapimirim. Um ponto culminante do estado do Rio de Janeiro que tem 2263 metros de altitude. É um lugar surreal, muito procurado por montanhistas e alpinistas. Sabendo disso tudo, o que faço? Resolvo que quero chegar ao cume dessa pedra. Certas horas não sei o que se passa na minha cabeça (rs).

O percurso pode ser iniciado por diversos lugares. Pode ser por Guapimirim, ponto menos popular para iniciar a caminhada, por Petrópolis, normalmente feito por quem está fazendo a travessia Petrópolis-Teresópolis, ou por Teresópolis, opção que eu escolhi e que naturalmente é escolhida por quem só quer conquistar a Pedra do Sino. Vale destacar dois pontos importantes: o primeiro, que o Parnaso de “Terê” fica na Avenida Rotariana e dá para chegar tranquilamente de carro, van ou ônibus. O segundo ponto é para frisar que a trilha não é gratuita, quem quiser ir terá que acessar o site (parnaso.tur.br), escolher as opções que lhe interessam, gerar o boleto e levar o comprovante do pagamento até a recepção do Parnaso, que lá eles irão te dar as pulseiras e os comprovantes finais.
O começo de tudo
Nossa saga começou, depois de passar por uma portinha simples de madeira, encarando um trecho intenso de pedras, talvez a parte mais cansativa de toda a caminhada. Andando por 40 minutos nesse percurso você irá encontrar o abrigo 1, ponto geralmente utilizado como primeira parada. Escolhemos não parar, queríamos manter um ritmo mais forte e sair logo dessa parte de terreno mais complicado. Fizemos a nossa primeira parada na cachoeira (que está seca no presente momento).

Da cachoeira para o abrigo 3
Passando pela cachoeira você irá caminhar cerca de 2 horas até chegar ao abrigo 3. É um caminho mais leve, menos subidas, em constante zig e zag. Uma dica é se alimentar bem na cachoeira, para obter mais energia e dar um impulso forte, sem paradas. Se conseguir fazer isso, você já terá dominado mais da metade da trilha. Apesar do abrigo 3 não está mais funcionando, ele é um ótimo ponto para descanso e, além disso, também conta com um pequeno mirante, que fica a 5 minutos do local.

Abrigo 3 para o 4
Apesar dos 20 quilos nas costas, dos 5 quilos na mão (barraca) e de está caminhando a alguma horas, estávamos no tempo que queríamos e nos sentindo melhor do que imaginávamos, até que uma surpresa aconteceu: veio uma inesperada chuva! Num primeiro momento ficamos perdidos, pois como a meteorologia não previa isso, também não estávamos esperando. Mas, depois de um tempo embaixo de uma árvore, minha parceira de trilha teve uma brilhante ideia: usar a lona da barraca pra proteger a gente e as malas. Fomos andando assim! Não tínhamos escolha, ficar embaixo da árvore era perigoso, descer levaria mais tempo que subir, então resolvemos seguir e enfrentar aquela cachoeira que vinha na nossa direção. Infelizmente não temos fotos, pois a pressa de chegar ao final da trilha e ficar secos nos deixou extasiados e com foco máximo. A cena deve ter ficado engraçada, pelo menos todo mundo que passava dava aquela risada (rs).

Chegando ao camping
Depois de muito esforço e 4 horas de subida, conseguimos com muita alegria chegar ao camping. Montei rapidamente a barraca e fomos correndo para a pedra (o cume da pedra fica a 25 minutos do abrigo 4) para ver o pôr do sol, mas a ideia, misturada  a nossa displicência e inocência momentânea, não deu muito certo. Fomo pegos, novamente, por uma surpresa e, dessa vez, foi ainda pior, pois se tratava de uma intensa neblina!

Ficamos no alto do cume sem enxergar nada, inclusive o caminho de volta, por cerca de 30 minutos. Percebemos que o tempo não ia melhorar, então resolvemos, sem perder a calma, buscar algumas opções de saída. Nesse momento comecei a me rastejar pelas pedras em busca de um ponto plano para descer, pois como se tratava de um cume, pulando no lugar errado era “adeus”. Felizmente com a ajuda divina consegui achar um ponto e retornar a trilha. Mas fica aqui a reflexão, sua vida sempre está em primeiro lugar! Sempre coloque isso na sua cabeça, assim nunca vai se expor a situações de riscos, como eu fiz erradamente.
A recompensa
A partir desse susto, resolvemos que era o momento de encarar o frio e dormir. Nessa hora, todo o peso que levei compensou. O frio lá realmente é muito intenso, fez cerca de 2 graus. Para quem quiser me seguir, eu levei: isolante; saco de dormir; muita roupa (dois casacos, duas calças grossas, três meias, luva e touca); muita comida (quatro sanduíches bem recheados, três ovos, três bananas, 2 bananadas e um tubo grande de batata); três litros de água e um repositor. Resumidamente, levei muita coisa.

Acordamos com um lindo céu estrelado, às 4h da manhã. Nos arrumados e fomos subir o pico, às 4h30. Levamos lanterna para chegar até lá, estava tudo bem escuro. Enfim a recompensa chegou! O céu estava lindo, limpinho, azul! Sem dúvidas alguma este foi, até hoje, o nascer do sol mais lindo que já vi. Aquele peso das costas finalmente saiu. Curtimos muito, tiramos altas fotos e aquele conforto de que tudo valeu à pena veio a tona. Nessa hora eu não sabia nem o que pensar, só queria curtir o momento. Ficamos lá por mais de duas horas, descemos, desmontamos tudo e partimos para casa. Fizemos a descida em 3 horas.
Depois disso tudo, eu só posso afirmar que Deus sabe de toda as coisas! Se você não compartilha de minha fé, se apegue na sua, pois certamente essa experiência vai te deixar mais próximo de algo superior. Foi incrível, marcante e único. Voltamos para casa super satisfeitos e sempre vamos ter essa lembrança na memória, de que vivemos algo único e extraordinário.

Os belos jardins do Amantikir

Localizado em Campos do Jordão, O Parque Amantikir é fruto de um sonho do engenheiro agrônomo e paisagista Walter Vasconcellos. Esse sonho deve ter sido um daqueles que te faz acordar extasiado, pois o parque se tornou um sucesso e recebe, a cada ano, um número maior de visitantes.

Com mais de 700 espécies de plantas ao longo dos 60.000 m², o local foi considerado pelos usuários do TripAdvisor como a melhor opção do que fazer em Campos do Jordão, por quatro anos consecutivos, (2013, 2014, 2015 e 2016).

Labirinto de Grama

Eu estive por lá, e pude comprovar toda essa beleza e encantamento de perto. O parque me impressionou através das sua incríveis paisagens e das possibilidades de enriquecimento do “eu criativo”, pois o lugar, além de apresentar belezas naturais fantásticas, tenta fugir do eixo comum e nos presenteia com labirintos e outras coisas que aguçam os pensamentos.

O Amantikir está aberto todos os dias do ano, inclusive feriados, natal e ano novo, das 8h30 às 17h00. Visitantes que entram até as 17h00 podem permanecer no parque até o pôr-do-sol. O ingresso tem o valor de R$40 inteira e R$20 meia.

Como chegar?

Estando em Campos do Jordão e partindo de Capivari: Após deixar o Centro Turístico em direção ao Portal de Campos do Jordão, atravesse todo o centro comercial de Abernéssia. Em frente a UNIVAP entre à esquerda cruzando a Estrada de Ferro Campos do Jordão e tomando a Av. Ernesto Diedericksen (avenida do Hotel Toriba). Seguir a sinalização – Pico do Diamante / Estrada Gavião Gonzaga (ou o Totem que indica TARUNDU).

Após o Hotel Toriba permaneça à direita (no asfalto) na estrada Paulo Costa Lenz César. Ao seguir essa estrada por 300m, você cruza a Estrada de Ferro uma segunda vez. Permaneça nessa estrada (e aproveite a beleza do lugar) por mais 1.500m e vai encontrar a Estrada de Ferro novamente.

Após cruzar a Estrada de Ferro pela terceira vez você já visualiza uma placa de madeira rústica escrita em branco, entre à direita e siga por cerca de 400 metros. A Recepção do Amantikir fica à esquerda.

A intensa trilha do Peito do Pombo

Foram 1400 metros de altitude, 5h20 (ida e volta) de esforço e superação, 15 km de suor e fadiga. Mas tudo valeu à pena! Tudo valeu muito à pena!
A trilha do Peito do Pombo, localizada dentro da APA de Sana, no município de Macaé, é um dos percursos mais famosos do estado do Rio de Janeiro. Eu, como bom trilheiro, não podia deixar essa passar, então… juntei bons amigos e fomos em busca de conquistar esse percurso.

Posso dizer que a caminhada foi hard, mas o visual lá de cima recompensa o cansaço. Vou contar detalhadamente para vocês como foi a experiência nessa trip.

Fomos para sana passar o fim de semana, queríamos curtir o local e não só o Peito do Pombo. No sábado, rodamos por todas as cachoeiras e pela vila. No domingo, acordamos bem cedo, e fomos em busca da nossa “missão”. Querendo saber mais sobre minha volta pelas cachoeiras clique nesse link.
Mata adentro
O primeiro trecho de mato é relativamente bem leve, é uma subida que leva também para as cachoeiras, ou seja, muita gente passa por essa parte tranquilamente. É, basicamente, seguir reto. Depois de passar pelas porteiras das cachoeiras você irá passar também por uma pousada e por um sítio, os dois com as placas bem fáceis de serem avistadas.

O segundo trecho de mato já não é tão fácil, apesar da subida continuar sendo praticamente no mesmo nível, começam aparecer bifurcações. A dica é sempre ir para a direita. Não sei para onde os outros caminhos irão dar, mas sei que pela direita você irá chegar no rio, depois de caminhar bastante e passar por algumas porteiras. Ah… se tiver chovido no dia anterior, esta é a parte do percurso onde você vai encontrar mais lama.

Passando pelo rio
A parte do rio é bem fácil, dá para passar tanto pelas pedras quanto por dentro do rio, molhando apenas os pés. Mas depois de passar que complica, é a parte que as pessoas geralmente se perdem, inclusive eu (risos). Se não fosse um amigo local ter nos gritado e orientado, talvez nunca tivéssemos achado a entrada certa.

Assim que você sair do rio dará de cara com uma placa azul, cheia de avisos, é aí que você deve passar, dê a volta em torno dos arames. Não fique procurando uma porteira, pois ela não existe mais.

O pasto e o boi bandido
No pasto a subida já começa a ficar um pouco mais íngreme, mas não é isso que assusta. O que assustou a gente foi um boi, em especial, que, ao contrário dos outros, estava mugindo bastante e pronto para o ataque. Então caminhe com atenção e rapidez.

Subindo pela floresta
A subida mais intensa de toda a trilha começa neste local. É bem íngrime e com degraus naturais bem espaçados, por isso a força nas pernas se faz muito necessária. Além disso, há pelo menos 3 pontos que precisam do auxílio de corda para subir.

Depois de passar por todas estas etapas, é só subir a pedra e “partir para o abraço”, seu objetivo terá sido conquistado. Terá duas opções de mirantes: o debaixo da pedra, que mostra o incrível visual de sana, e um mirante um pouco mais alto, que dá uma vista especial para a Pedra do Peito do Pombo.

Ficamos lá em cima um pouco, curtindo a paz do lugar, mas não demoramos muito, pois estava bem frio e tínhamos hora para voltar. A descida foi bem mais fácil e rápida.

Depois de todo esse percurso, só pude agradecer a Deus pela oportunidade que tive e vir aqui indicar para vocês essa inesquecível trilha.

Ps: Se, por algum momento, achar que pode se perder procure um guia. Melhor pagar e ser guiado corretamente, do que passar horas perdido na mata e precisar de socorro.
Como chegar

Carro: Chegando em Casimiro de Abreu, o motorista deve seguir pela BR-142, subindo a serra no sentido Nova Friburgo e desviar para Barra do Sana, pegando a Estrada Frade-Sana, passando pelo Portal do Sana, na ponte da Amizade (que cruza o Rio Macaé), até o Arraial do Sana. A Estrada Frade-Sana é uma estrada de terra em péssimas condições, com muitos buracos e pedras. É curta. Tem em torno de 6 km de extensão apenas, mas exige bastante atenção do motorista pra não danificar o carro.

Ônibus:
Chegar de ônibus na região é relativamente fácil, apesar de cansativo. Basta pegar um ônibus para Casimiro de Abreu, saltar na rodoviária, e depois pegar um ônibus direto para Sana, eles passam de 2 em 2 horas. Tenha cuidado para não chegar muito cedo para não ficar mofando e nem muito tarde para não perder o último bus.

Travessia Tupinambá: a maior trilha ecológica de Nikity

Para a alegria dos trilheiros, mais uma trilha foi inaugurada em Niterói. A Travessia Tupinambá, um percurso de aproximadamente sete quilômetros que liga São Francisco a Piratininga, chegou com tudo! A caminhada, que nos possibilita observar belas paisagens de diferentes pontos de vista, sítios históricos, um córrego e toda riqueza natural que a cidade sorriso proporciona, vai se popularizando e, logo logo, vai se tornar mais um ponto certo a ser frequentado pela galera do treeking.
A trilha pode ser acessada pelos dois extremos do percurso: Parque da Cidade ou Jardim Imbuí (a partir da Rua dos Corais). A opção de começar pelo parque é a melhor, pois a parte mais íngreme do passeio é a subida por Imbuí.

Ao meu ver, a travessia pode ser considerada leve, concluímos em 2h30, com muita tranquilidade e sem grandes desafios. Por ser uma mata bem fechada também não tivemos muita exposição ao sol. Talvez a única dificuldade da trilha, no momento, é o fato dela está bem popular, ou seja, está ficando bastante cheia, mas nada que boa educação e simpatia não dê jeito.

Finalizo o post destacando que o ponto mais bonito da travessia é o Mirante da Tapera, localizado de frente para o Pão de Açúcar e de onde se tem um ângulo único para as Praias da Região Oceânica e as montanhas do Rio. Ah… também deixo aqui o link do post específico sobre o Parque da Cidade, para quem for começar o passeio por lá.

Uma boa surpresa chamada Taberna do Darwin

Era mais um dia comum de trabalho, quando uma amiga veio me falar que tinha descoberto um lugar que era a minha cara. Eu, muito curioso, indaguei qual era esse tal lugar e ela me respondeu de imediato: a Taberna do Darwin. Prestei atenção em tudo que ela falou, anotando detalhadamente, pois já dizia Charles Darwin:”a atenção é a mais importante de todas as faculdades para o desenvolvimento da inteligência humana”.

Enfim apareceu a oportunidade (grana) para ir ao local e, logo depois de voltar de lá, tive que vir aqui contar para vocês o privilégio que foi conhecer um dos melhores restaurantes de Niterói.

Localizado nos Caminhos de Darwin, na Rua Pau Brasil, no Engenho do Mato, a Taberna do Darwin é um restaurante impar e que deve ser colocado entre os pontos turísticos da cidade sorriso. Além de ter um chefe de cozinha conceituado, o restaurante apresenta ótimas opções de pratos e vinhos, um ótimo atendimento, uma vista incrível para natureza e uma estrutura que nos faz sentir parte do ambiente.

Apesar de ser um lugar que está ficando cada vez mais famoso, principalmente depois da matéria do New York Times, ele só fica aberto nos finais de semanas e feriados nacionais, das 12h às 17h, e também só aceita dinheiro ou cheque como pagamento.

Se você é esfomeado, como eu, e está querendo saber logo mais detalhes sobre a comida, chegou a bendita hora. Primeiramente vale destacar a forma que eles organizaram o cardápio. Foram apresentados 3 tipos diferentes de pratos quentes, no valor de R$89,00 cada, Buffet Vegano sem limite, no valor de R$95,00, 3 tipos de sobremesas, no valor de R$25,00 cada, e o Cardápio Completo (Buffet Vegano sem limite + Prato Quente + Sobremesa) no valor de R$ 112,00. Ps: Esses valores são referentes ao dia 19/8/17. Para confirmar cardápios e valores entrar em contato com o respectivo restaurante através do telefone ou página no facebook.

Eu escolhi a opção completa por achar que era a mais vantajosa pela disposição que estava em comer (risos). Inicialmente comecei com um Magret de Canard com Laranja & Gateau de Mandioca & Alho Poró (prato quente), logo depois provei todas as possibilidades de comida vegana do buffet e, para finalizar, escolhi como sobremesa uma Torta Mousse de Chocolate com Avelas, ‘Parfait’ de Coco e Tuille de Amendoas. Enfatizo que tudo estava maravilhoso.

Depois de comer, fiquei conversando e descobri uma curiosidade sobre o local:  a possibilidade de hospedagem. É um outro diferencial que achei interessantíssimo, mas não posso falar muito, pois não tive a oportunidade de experimentar, caso isso um dia ocorra altero essa parte da postagem colocando mais detalhes. Até lá, caso tenha ficado curioso, entre em contato através da fanpage clicando no link que deixei na parte superior.

Quem me acompanha sabe que na parte gastronômica do blog eu não saio detalhando todos os restaurantes que vou, pelo contrário, dou o devido destaque só aos restaurantes ou pratos que me impressionam de alguma forma especial. Este lugar, que mistura natureza com gastronomia, é realmente a minha cara, e de todos que curtem essa rica combinação.

A vez que o Jeca salvou o dia

Vou te falar que minha história não começa feliz…

Tínhamos acabado de chegar na cidade. Assim que chegamos começou a chover. A chuva durou o dia todo. Não cessou nem por um segundo. Já estávamos frustrados. Aí… chegou aquela hora boa: comer! Não podíamos errar no jantar e também não podíamos ir muito longe, pois sabe como é né?! A vila de Maromba (Itatiaia/RJ) fica em um local que a mistura de lama com asfalto, depois de muita chuva, fica inevitável.

Depois de muito rodar, por onde era possível, acabamos parando no restaurante com o nome mais inusitado, o Jeca Tatu. A escolha foi assim mesmo, não teve embasamento ou indicação, foi pura intuição, mas posso afirmar que a partir dessa escolha aquele primeiro dia de viagem começou a ser lembrado de uma forma mais prazerosa.

Restaurante Jeca Tatu conta com um ótimo atendimento e uma música ambiente muito animadora, ainda mais naquele tempinho frio. Sabe aquele cantinho que você vai e te faz lembrar do clima e sabor do interior? Então, lá é assim. O ambiente é leve, harmonioso e dá vontade de ficar mais. Além disso, tem a principal coisa que, na minha opinião, um restaurante deve ter: uma comida muito boa e barata!

Comemos um belo baião de dois, como pode ver na foto que está na parte inferior. Ele serve tranquilamente 3 pessoas e fica custando no máximo R$30,00 para cada, ou seja, dá pra ficar estufado comendo bem, o quê pode ser melhor?! (risos)

O local me animou tanto que no final de um dia que estava sendo chato eu já estava até acompanhando os músicos cantando uma música que eu nem conheço.