Amazônia: no espírito da selva

Era mais um dia comum, quando de repente recebo uma mensagem da minha prima perguntando se eu tinha coragem e disposição de conhecer a Floresta Amazônica. De imediato topei, não sabia muito bem o que iria encarar, mas adoro uma boa aventura e nos damos muito bem viajando juntos, eu mais calado e organizado, ela mais comunicativa e bagunceira (risos). Sempre serei grato por esse convite.

A nossa trip começou de forma bem tranquila – talvez por já sabermos tudo que nos esperava nos dias seguintes – mas de forma enriquecedora. No primeiro dia, escolhemos dar uma volta pela cidade de Manaus e garimpar o que uma das maiores capitais do país tinha para nos proporcionar. Destaco a nossa visita ao Mercado Municipal, onde conhecemos a animada vendedora Gleicy, ao Teatro Amazonas, símbolo da cultura manauara, e ao restaurante Tambaqui de banda, local onde comemos muito bem e nos divertimos muito em um diálogo animado com os comissários da LATAM, amigos que fizemos espontaneamente durante as caminhadas pela cidade.

O segundo dia de viagem, como já esperávamos, foi muito mais agitado e impressionante. Já era uma prévia do que seria nossa aventura na selva nos próximos dias. Fomos até os rios Negro e Solimões, para ver o encontro das águas, visitamos o  Parque Ecológico do Januari e vimos as lindas vítória-régias, nadamos com os botos em seu habitat natural e na Aldeia Tuyuka dançamos e conhecemos os costumes de uma real tribo indígena. Ressalto aqui a emoção que senti em ver os índios nos mostrando as suas tradições. Foi rico demais presenciar algo assim tão perto.

Vivendo e sonhando in the jungle
Estava para começar a parte mais emocionante da viagem. Ansiosos demais. Seriam 3 dias na selva. Rumo ao inesperado e a experiência que, provavelmente, iria marcar para sempre as nossas vidas.

1º dia
Entramos em uma Kombi. Chegamos? ainda não. Entramos em uma voadeira. Chegamos? ainda não. Entramos em mais uma kombi. Chegamos? creio que não. Entramos em uma lancha. Chegamos, moço? Agora sim, e era incrível! Estávamos chegando na Pousada Juma Lake, um lugarzinho lindo, no meio da mata, onde seu restaurante é uma casa flutuante na beira do rio, seus funcionários são de uma humildade ímpar e sempre com um sorriso no rosto. Ah, não posso esquecer de falar que tinham muitos gringos no local, mas muitos mesmo, éramos, praticamente, os únicos brasileiros no espaço. Então bora “brasileirada”, bora valorizar as nossas riquezas!

Malas organizadas, nos preparamos para o primeiro passeio de canoa, onde seriam feitas observações dos bichos da região, a pesca de piranhas e contemplação do pôr do sol. Depois de jantar, fechamos o dia com chave de ouro, indo fazer a  focagem de jacaré, onde tiramos fotos e recebemos uma aula sobre o animal e sua preservação.

2° dia
No segundo dia de mata, acordamos cedo para contemplar o nascer do sol e os pássaros. Voltamos para a pousada e, após o café da manhã, fomos realizar uma caminhada na floresta. Durante o percurso, o guia mostrou e explicou diversas curiosidades, como informações sobre as plantas medicinais, técnicas de sobrevivência e ponderações sobre os bichos locais. Essa era a parte fácil do dia, mas a noite nos esperava, era o dia de dormir, de fato, na selva.

Saímos da pousada próximo do entardecer em busca de achar lenha para a fogueira e ir para a tão aguardada ilha. Chegando no local, o tempo passou muito rápido. Montamos a fogueira, organizamos as redes, colocamos os mosquiteiros (não esqueçam nem por um segundo de levar repelente), botamos o frango para assar e fizemos colheres e pratos rústicos. Estávamos famintos, só esperando a comida ficar pronta para comermos e irmos dormir antes que ficasse um breu total, mas foi nessa hora que nosso guia mais uma vez nos surpreendeu: ele nos convidou para entrar na canoa, pois iríamos observar as estrelas. QUE MOMENTO MÁGICO! Quando me dou por mim estou no meio de um rio, vendo um céu estrelado e o seu reflexo na água. FOI CENA DE FILME DE HOLLYWOOD! Para mim foi a experiência mais marcante da viagem, é inexplicável. Depois de curtir muito esse momento, voltamos para a ilha, comemos como esfomeados e nos preparamos para dormir.

A madrugada foi uma mistura de risos com medos. Eu, particularmente, sofri com a rede, não estou acostumado em dormir assim. Alguns sofreram com os barulhos dos animais. Outros com a imaginação. O imprescindível é dizer que todos, certamente TODOS, que viveram essa experiência saíram dali se sentindo vencedores e muito mais próximos de Deus.

3º dia
Fechamos o nosso roteiro visitando uma casa de Caboclos (nativos da região), aprendendo sobre seus costumes e hábitos. Na volta para Manaus nem sentimos o cansaço da longa viagem e de todas essas aventuras. A nostalgia de tudo que vivemos falava mais alto. Era uma mistura de saudade, mas com gostinho de conquista e de realização.

A viagem foi organizada através de um pacote feito com a Iguana Turismo. Seria bem difícil passar por tudo isso sem ter por perto guias e pessoas dedicadas ao nosso lado. Entre os diversos ótimos profissionais que nos atenderam, gostaria de deixar em evidência o guia Matheus, rapaz humilde e de um coração gigante, que passou a vida na floresta, e assim aprendeu tudo e um pouco mais sobre ela. Ele é a prova viva que quando queremos algo, o nosso esforço e dedicação são fundamentais para que tenhamos sucesso.
Desde que realizei esta viagem, sigo minha vida mais encantado com toda a riqueza que Deus permitiu que os homens usufruíssem e mais forte para derrubar as barreiras que aparecem pelo meu caminho, assim como o grande homem que me guiou pela selva.

No ritmo dos Lençóis Maranhenses

Pense no paraíso… o quê lhe vem a cabeça?

Um lugar em que a paz é presente a todo instante, que a energia e as cores dos lagos e lagoas modificam-se de acordo com o brilho do sol, que a areia é tão branquinha que dá pra se sentir nas nuvens? Bom… se for isso, você precisa imediatamente conhecer os Lençóis Maranhenses. Uma viagem emocionante do início ao fim.
Claro que não será possível que você viva as mesmas peripécias que eu vivi, mas poderá compreender certas emoções seguindo um circuito similar. Existem diversas possibilidades de fazer o seu roteiro, eu achei mais prático fechar um pacote, como eu sonhava, com uma agência local: a Santos Turismo.

A minha viagem pode ser dividia em 3 etapas: Barreirinhas, as cidades vizinhas e os rios.

Barreirinhas
É a cidade protagonista da viagem. É nela em que fiquei hospedado e fazia as principais refeições do dia. Trata-se de um lugarzinho muito simples, com poucas pessoas, poucos comércios, poucas escolas, poucos restaurantes, mas com diversas agências de turismo.

Não estava dando muito valor ao pequeno município, mas, principalmente, por causa dos passeios comecei a ver a riqueza cultural e natural que existe neste local. Em Barreirinhas conheci o Rio Preguiças e os Lençóis Maranhenses, através do Circuito da Lagoa Bonita e da Lagoa Azul.

Os circuitos citados são os principais passeios do Maranhão e tem percursos bem parecidos. Os dois partem por volta das 14h, com o objetivo de finalizar com o pôr-do-sol; o trajeto é dentro de trechos bastantes acidentados, com muitos galhos passando rente ao carro; e a duração da viagem têm cerca de 1h. A grande diferença entre os dois passeios é uma duna, de aproximadamente 30 metros, que é necessário subir para chegar até a Lagoa Bonita. É super exaustivo mas, talvez seja por causa disso, que ela, para mim, possibilita a vista mais bonita de todos os percursos. É lindo demais ver todos aqueles lençóis lá do alto, chega a emocionar.

Vassouras, Caburé e Mandacaru
Conhecer as cidades vizinhas de Barreirinhas também foi uma ideia que deu bastante certo. Além de serem cidadezinhas super simples e lindas, a forma de chegar até elas foi bem empolgante, através das voadeiras, um barco de alta velocidade.

Em Vassouras tivemos a oportunidade de conhecer os pequenos lençóis e os macaquinhos ladrões de comida. Em Mandacaru subimos os 160 degraus do Farol de Preguiças para observar toda aquela belezura. E em Caburé rodamos as praias de quadriciclo (literalmente) e relaxamos nas redes.

Rio Formiga
Neste rio foi onde aconteceu o nosso último passeio. Provavelmente foi o passeio mais distante se comparado aos outros, mas, assim como todos, valeu super a pena as horas de percurso. Primeiro, por se tratar de mais um lugar encantador que conhecemos. Segundo, por fazermos todo o passeio sendo guiado por nativos. E terceiro, porque o passeio de bóia é super relaxante.
Afirmo que para mim foi bem complicado explicar uma experiência “gigante” como esta de forma sucinta. Tentei resumir o máximo possível, sem tirar o contexto da história, para conseguir contar tudo para vocês, sem ser maçante e chato. Espero que compreendam um pouquinho da sensação que tive, pois nesta trip aconteceu, novamente, algo que eu sempre falo: – Entre os sonhos possíveis, o melhor é sonhar acordado. E eu sonhei.

Brotas é mais do que a terra do Daniel

Quando eu resolvi ir pra Brotas muitas pessoas me perguntaram sarcasticamente: – O quê que tem de bom para fazer por lá? Todos só sabiam da existência do lugar, por ser a terra dos famosos cantores João Paulo e Daniel, nada além.

Eu, pra ser bem sincero, escolhi esta cidade para passear porque tinha uma breve noção da sua riqueza cultural, mas principalmente porque era próximo do local que eu e uma amiga íamos trabalhar. Era uma forma de incrementar ainda mais a nossa viagem.

Hoje, depois de ter conhecido a fundo a terra do popular cantor sertanejo, posso responder aos curiosos que Brotas é um lugar esplêndido e que não perde em nada para outros famosos lugares de belas paisagens. Além disso, afirmo que está implícito em seu universo a calma e pureza do interior, mas também as aventuras e grandes histórias que todo bom lugar oferece.

Cachoeira Cassorova

Quando estiver por lá não deixe de conhecer o Rafting e as Areias que cantam, sem dúvidas as atividades mais populares da região. Entretanto elas não são as únicas possíveis de serem apreciadas. Irei detalhar todo o meu roteiro para que possam ver as diversas opções de passeios que existem no lugar.

Eu segmentei as atividades da seguinte forma:

PASSEIOS COM AGÊNCIA
Existem alguns passeios que só podem ser feito através de agências turísticas. Entre as diversas possibilidades escolhi os dois que detalho abaixo. Creio que mesmo para as pessoas super econômicas esse seja o momento de “abrir a mão”, pois são duas atividades que farão total diferença no seu percurso pela cidade. Ah, no pacote ganhei de brinde a trilha para conhecer a Cachoeira Cristal. Entre as diversas agências que existem por lá, eu indico a Território Selvagem, fui muito bem tratado e todos os passeios deram super certo.

Rafting
O Rafting é realizado nas águas do Rio Jacaré Pepira, considerado um dos melhores para a prática desse esporte. O bote inflável comporta até sete pessoas, e o curso do Rio é um prêmio da natureza aos praticantes que desbravam corredeiras, refluxos e quedas d’água.

Tirolesa Mega Tour
Uma das mais altas do Brasil, com seus imponentes 120 metros de altura para ninguém botar defeito. Esse é um dos passeios mais procurados da cidade, que engloba não apenas a tirolesa, mas sim quatro atividades em apenas uma.

Cachoeira do Cristal
Na Trilha da Cristal em Brotas os únicos ruídos que ouvimos são dos pássaros cantando em seu habitat natural e aquele barulhinho gostoso vindo da Cachoeira de 15 metros de altura.

PARQUES
São diversos parques. Praticamente todas as outras atividades (além daquelas das agências) que você fizer será dentro de um parque. A parte boa é que tudo está super bem preservado, a parte ruim é que todo parque cobra uma taxa, então aconselho pesquisar bastante e escolher seus preferidos, foi isso que eu fiz.

Parque dos Saltos
Localizado no centro de Brotas, SP, o Parque dos Saltos foi construído numa região de grande desnível do rio Jacaré Pepira para abrigar uma pequena usina hidrelétrica, atualmente desativada. Pontes e trilhas pavimentadas em ambas as margens do rio permitem agradáveis passeios pelo parque, que também conta com alguns espaços para descanso e contemplação.
Importante: É o único Gratuito
Rua Alfredo Mangilli, S/N – Santa Cruz

Hotel Fazenda Areia que Canta
O Hotel Fazenda Areia que Canta guarda uma riqueza natural que, dizem as lendas locais, pode ter sido responsável pelo nome da cidade. Em uma clareira entre as árvores, depois de uma curta trilha, surge uma lagoa de água cristalina que permite enxergar o fundo de areia muito branca. Do solo, a cada par de segundos, uma bolha enorme se forma e um buraco se abre no chão, de onde sai água pura a 21°C. Trata-se de uma nascente do Aquífero Guarani. A água que flui pelas frestas do solo (a nascente chega a liberar 70 mil litros por hora) esculpe os minúsculos grãos redondos de quartzo do solo.
Endereço: Rodovia Eng. Paulo Nilo Romano (SP 225), Km 124,5
Tel: (14) 3653-1382

Recanto das Cachoeiras
As cachoeiras de Santo Antônio (15 metros) e Roseira (55 metros) são acessíveis por trilhas fáceis e rápidas. O parque oferece bons pontos para observar as quedas – entre eles, uma ponte suspensa em madeira -, além de poços para banhos. O espaço é privado e oferece ainda opções de caminhada por trilha, arvorismo, cavalgada, tirolesa e rapel. Entre os serviços, lanchonete e vestiário. Uma piscina instalada no alto de um mirante é a pedida perfeita após a caminhada.
Endereço: Estrada Brotas x Patrimônio, Km 11 – Serra da Roseira
Tel: (14) 3653-4227
https://www.recantodascachoeirasbrotas.com.br/

Ecoparque Cassorova
No parque você pode encontrar duas cachoeiras, a Cassorova (45 metros) e a Quatis (42 metros), as duas são acessíveis por escadaria e caminhada. A segunda é bastante procurada para a prática de canyoning. A trilha de acesso à Cassorova é curta e dá para tomar banho na piscina natural na base da queda. Já a dos Quatis fica 1,5 km adiante.
Endereço: Fazenda Cossorova – Acesso pela estrada para Patrimônio, a 30 quilômetros do Cen
Tel: (14) 3653-5638
Valor: R$ 60,00 para acessar o Ecoparque e utilizar da estrutura (Piscina, cachoeiras, trilhas, banheiro, ducha). Obs: Atividades como tirolesa, arvorismo, canionismo e almoço no restaurante são cobradas a parte.
https://www.cachoeiracassorova.com.br/

ATIVIDADES EXTRAS
Cito as atividades extras, pois o lugar realmente não tem quase nada além da parte relacionada a área verde. As únicas programações que encontramos foram estas. Ps: Muitas pessoas irão falar para você ir em uma cidade vizinha chamada Jaú… não vá!

Brotas Beer
Para quem curte tomar uma cerveja artesanal.
R. Ângelo Martineli, 85 – São João
http://www.brotasbeer.com.br/inicial/

Planetário da Fundação CEU
Observar o céu noturno no planetário da Fundação Centro de Estudos do Universo, o CEU, é um belo programa. As sessões começam às 21 horas, e terminam às 23h15. Vá no inverno, quando o céu está limpo. No roteiro de visitação, observação em telescópios, sessão de cinema em uma sala com telão 180 graus. O filme mostra constelações, fenômenos naturais como a aurora boreal, viagens a planetas do Sistema Solar.
Endereço: R. Emílio Dalla Déa Filho, s/n – Campos Elíseos
Tel: (14) 3653-9995 / (14) 3653-4466
Integral – R$ 64,00 | Estudante – R$ 32,00 com apresentação de carteirinha
http://www.fundacaoceu.org.br/visitantes/

Tirolesa Mega Tour

Acho que depois de todos essas atividades citadas eu não preciso reafirmar que Brotas é um lugar que vale muito de ser visitado, né? Aí vai uma dica: permita-se conhecer lugares novos e poucos explorados, as vezes eles podem lhe apresentar mais do que lugares famosos e lotados de turistas. O Brasil é rico demais para gente resumir nosso turismo aos mesmos lugares de sempre.

Descobrindo Porto Alegre

De todas as cidades do Sul que visitei, Porto Alegre é a menos turística. Claro que ela também merece ser visitada, pois apresenta diversas características enriquecedoras (assim como todo o Brasil), mas não é aquele lugar preparado pra receber o turista, tendo eventos e informações claras.

Procurei seguir o roteiro do dia a dia gaúcho. Percebi que está implícito nos cidadãos, pelo menos onde eu estava, uma motivação muito maior em sair a noite para barzinhos, do que caminhar durante o dia. Também observei o grande amor por seus clubes, tanto que uma das maiores festas envolvendo futebol que já vi foi a comemoração dos gremistas pelo título da libertadores. Bom… observei muitas coisas, não dá para falar tudo, mas para uma metrópole brasileira, onde a violência também já começou a tomar conta, até que a alegria está bem presente.

Casa de Cultura Mario Quintana

Quando estive por lá, passei por:

 Passeio de barco pelo Rio Guaíba
O passeio leva às ilhas próximas a Porto Alegre, passando por uma vila de pescadores, e a sua duração, que é cerca de uma hora, fica mais irresistível quando ganha as cores do pôr do sol. Os horários são variados e há saídas do Cais do Porto (Av. Mauá, 1050 – Centro) e da Usina do Gasômetro (Av. Pres. João Goulart, 551 – Centro).

Parque da Redenção / Farroupilha
O parque mais tradicional, tombado em 1997 como Patrimônio Histórico e Cultural da cidade, tem monumentos, palmeiras, pedalinhos, minizoo e orquidário espalhados por 38 000 m² de área verde, entre os bairros Bom Fim e Cidade Baixa.
Av. João Pessoa, s/n

Brique da Redenção – Passeio no Caminho dos Antiquários
No trecho que liga a Praça Daltro Filho à Praça Marquesa de Sevigné, compreendendo espaços das ruas Marechal Floriano Peixoto, Demétrio Ribeiro, Coronel Genuíno e Fernando Machado, há várias lojas com acervos incríveis. Aos sábados, ainda acontece uma Feira de Antiguidades na Rua Marechal Floriano, entre a Fernando Machado e a Demétrio Ribeiro.
Parque Farroupilha – Av. José Bonifácio, s/n – Farroupilha, Porto Alegre – RS, 90010-150

Passeio pela Gonçalo de Carvalho
Situada em meio a um grande túnel verde, a Gonçalo de Carvalho foi eleita a rua mais bonita do mundo. Apesar de não estar mais como era quando ganhou o prêmio, a rua continua merecendo visitação.
Rua Gonçalo de Carvalho

Mercado Público
Bem inferior ao de São Paulo, o Mercado fica no Largo Glenio Peres. Bom para almoçar.
Praça 15 de Novembro

Passeios na Usina do Gasômetro
Era um dos centros culturais mais importantes do Estado, hoje está meio abandonado. Sem dúvidas existem diversos outro espaços culturais bem melhores pela cidade.
Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 9h até 21h; Sábado e domingo das 10h até 21h
Av. Presidente João Goulart, 551

Casa de Cultura Mario Quintana
É um dos centros culturais mais completos da América Latina. Fiquei impressionado com a sua estrutura. A forma de passear pelos espaços é bem impressionante e fotográfica.
Horário de funcionamento De terças a sextas-feiras: 9h às 21h / Sábados, domingos e feriados: 12h às 21h
Rua dos Andradas, 736

Parcão / Moinhos de Vento
Cercado por vias movimentadas, é um verdadeiro oásis no meio do bairro Moinhos de Vento. Um lago e muito verde dão o clima de sossego ao lugar, que nos fins de semana se torna point de piqueniques entre amigos. Nos fins de tarde, crianças brincam no parquinho infantil artesanal, repleto de brinquedos de madeira.
Sempre aberto
R. Comendador Caminha, s/n

Parque Moinhos de Vento

Museu de Ciências e Tecnologia da PUC
Um verdadeiro parque temático que estimula a curiosidade científica e os sentidos de adultos e crianças. São três andares de interatividade em mais de 800 experimentos científicos e tecnológicos. Interagir, mexer, experimentar, tocar, ouvir, sentir é a palavra de ordem no MTC, onde uma bicicleta simula a geração de energia; no Giroscópio Humano, a falta de gravidade é total; e nos 30 aquários marinhos, a sensação é de estar dentro do oceano.
De terça a sexta-feira: das 9h às 17h / Sábado e domingo: das 10h às 18h / Segunda-feira: fechado
Inteira: R$30 | Meia-entrada: R$ 15
Avenida Ipiranga, 6681 (Campus da PUC)

Café no museu Iberê Camargo
Depois de visitar as mostras do museu Iberê Camargo, um dos principais da Capital, vale terminar a tarde assistindo ao  sempre belo pôr-do-sol do Guaíba.
Endereço: Av. Padre Cacique, 2000
Nas quartas, quintas e sextas está aberto, mas tem que ser realizado agendamento prévio de grupos de no mínimo 20 pessoas

Jardim Botânico
Ótimo espaço para quem adora estar em contato com a natureza.
Valor: R$ 5
O Jardim Botânico é aberto à visitação de terça a domingo, das 8h às 17h.
O Centro de Visitantes atende ao público de terças a sextas-feiras das 8h às 17h.
R. Dr. Salvador França, 1427

Jardim Botânico

A cidade que foi destacada em 2010 pela ONU como a Metrópole nº 1 em qualidade de vida do Brasil, hoje em dia já não é mais tão brilhante, entretanto, é notável a vontade dos gaúchos em levar a vida de uma forma mais leve.

No meu campo tem Canela

Localizada na Serra Gaúcha, Canela é sinônimo de sossego e possui uma estrutura singular. São diversos parques e espaços públicos lotados de araucárias e outros tipos de vegetação. É uma cidade muito florida.

Infelizmente não passei tanto tempo por lá, mas deu para fazer bastante coisa e perceber que, quando comparada a sua maior concorrente turística Gramado (localizada apenas a sete quilômetros de distância), é uma cidade mais calma e econômica. Como vocês poderão ver no roteiro abaixo, rodei bastante e tentei conhecer ao máximo, de acordo com o tempo que tinha.

Catedral de Pedra

Existem diversas formas de chegar na cidade, se estiver indo direto do Aeroporto, é só pegar o ônibus da Citral. Caso esteja indo de Gramado, apesar de ter a possibilidade de utilizar transporte público, eu indico ir de uber. O preço não sai caro e você consegue chegar em todos os espaços com extrema facilidade.

Apesar de ser super aconchegante, não achei que Canela têm tanta coisa para fazer, quando estive por lá passei por:

Parque do Caracol
Um complexo de 25 hectares que abrange um lindo espaço verde.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30.
Ingressos: R$ 10 (adultos) e R$ 5 (crianças e idosos).
Telefone: (54) 3282-3035
Endereço: RS- 466, km 1

Alpen Park
Parque de diversão animado que oferece atrações como montanhas-russas, tirolesas e quadriciclos.
Tel: (54) 3282-9752
Site:
www.alpenpark.com.br
Endereço: Rodovia Arnaldo Oppitz, 901

Catedral de pedra
Foi eleita uma das sete maravilhas do Brasil em 2010, pelo portal de noticias Terra. Após a eleição, ela ganhou um sistema de iluminação externa. A noite quando as luzes são acessas, a Catedral de Pedra é iluminada com show de luzes coloridas, uma vista deslumbrante para os moradores e turistas de Canela.
Horário de funcionamento: Consulte através do telefone de contato
Entrada: gratuita
Telefone: (54) 3282.1132
Endereço: Praça da Matriz, 53 – Centro – Canela

Parque da Serra / Bondinho Aéreo
Teleféricos coloridos com vistas de áreas selvagens e da famosa Cascata do Caracol.
Tel: (54) 992059810 / (54) 992061225
http://www.parquesdaserra.com.br/index.php/home
Horário: 09h às 16h
Ingresso: R$42
Endereço: Estrada da Ferradura, 699

Bondinho aéreo

Dentro do meu mini-mochilão pelo Sul, passei apenas 1 dia por lá, é um lugar lindo! A origem do seu nome vem de uma árvore, e em troca, Canela nos dá uma aula de preservação natural.

Todo dia é Natal em Gramado

Como já dizia Hamilton Wright Mabie, bendita seja a data que une a todo mundo numa conspiração de amor. Ele estava se referindo ao Natal. Foi exatamente por esse motivo que resolvi mudar a minha organização e, pela primeira vez, ir viajar para um lugar na alta temporada, mesmo sabendo que iria gastar mais do que de costume. A magia do Natal Luz merece essa exceção!

Claro que não fui apenas para ver a iluminação da cidade (vale frisar que é extraordinária), mas também para consumir toda a riqueza turística que esse município, símbolo de segurança e organização, oferece.

Pórtico

O primeiro passo do percurso foi ir do Aeroporto de Porto Alegre para Gramado. Já adianto que é bem fácil, basta caminhar até o final do aeroporto e encontrará um guichê da empresa Citral. Para maiores informações e dúvidas pode acessar esse link.

Chegando na cidade, existem algumas programações possíveis de serem feitas. Irei destacar para vocês todas que fiz, menos as relacionadas ao Natal Luz, pois elas mudam todo ano, então é mais indicado dar uma olhada na época. Ah, o preço que paguei em certas atrações também devem estar mais caros do que na baixa temporada.

DIA 1
Como sempre digo, o primeiro dia é aquele momento de adaptação, então não dá pra fazer tantas coisas, mas com a ajuda do Uber , consegui ganhar tempo e fazer passeios bem interessantes. Destaco também a organização prévia. Um bom planejamento é fundamental para que tudo dê certo. Não estou falando de fazer tudo calculado e esquecer de viver o momento, mas sim de se estruturar para que as coisas aconteçam da forma que você espera.

Pórtico via Nova Petrópolis
Este é o mais antigo dos dois. Foi inaugurado no dia 6 de janeiro de 1973, com inspiração no estilo bávaro. A base é constituída de pedras e o topo de madeira. Ao lado, há jardins belíssimos que também merecem sua visita.
Endereço: Av. das Hortências, Gramado – RS, 95670-000

Mini Mundo
Parque em miniatura, tendo como destaque uma espetacular maquete. É um lugar ótimo para passeios em família. A criançada adora.
Valor: R$36
Horário de funcionamento: Diariamente, das 9h15 às 17h
Telefone: (54) 3286-4055
Endereço: Rua Horácio Cardoso, 291

Lago Negro
Um lago artificial situado no Bairro Planalto. Aberto diariamente, oferece passeio de pedalinhos, bar, restaurante e loja de conveniências.
Horário de funcionamento: Diariamente, das 8h30 às 19h
Endereço: Rua A. J. Renner, em frente a Associação Cultural Gramado e a Alameda do Artesanato

Rua Coberta
A charmosa galeria coberta de vidro e trepadeiras, reúne bares, cafés, bistrôs e lojas de roupas. Talvez seja o ponto mais movimentado do centro da cidade. O Natal luz nesse local é encantador.
Endereço: A “rua” fica na Avenida Borges de Medeiros.

DIA 2
O segundo dia, como já é de costume, estava mais esperto e preparado para o que tinha planejado. Esse dia não tem tanta coisa descrita abaixo, pois grande parte dele foi passeando em Canela, lugar que também irei descrever futuramente em um post. Aguarde, irei detalhar tudo direitinho.

Snowland
É o parque de neve mais famoso do Brasil. Possui 16 mil metros quadrados, sendo 8,1 mil m² dedicados à experiência com a neve. Era o passeio mais esperado e, apesar de ser menor do que imaginava, superou minhas expectativas.
Valor: R$170
Horário de funcionamento: Segundas a quintas-feiras das 9h às 18h, sextas, sábados e feriados das 9h às 20h, e domingos das 9h às 19h
Telefone: (54) 3295-6000
Endereço: ERS-235, 9009

Snowland

DIA 3
Este dia foi totalmente dedicado ao Tour no Maria Fumaça. Embaixo detalho a programação, e vocês vão entender porque não dá para fazer outra coisa no dia. Saí do hostel às 7h30 e só voltei às 22h.

Tour Maria fumaça
O passeio de Maria Fumaça acontece no Tour Uva e Vinho. A agência escolhida busca você no hotel pela manhã e te conduz durante todo o passeio. Durante o percurso, pelo menos no que eu fiz, estava incluso degustação de vinhos, queijos e espumantes, além da visitação a duas vinícolas, a queijaria Fetina de Formaio, a Tramontina, a malharia, ao labirinto verde em Nova Petrópolis e a Praça das Flores. Além de tudo isso, também está incluso o ingresso para o parque temático Epopéia Italiana.

Durante o passeio no Maria Fumaça acontecem apresentações com músicas e danças italianas.

Maria Fumaça

DIA 4
Este foi o dia mais complicado de achar passeios, pois o tempo não estava tão firme. Acabei tendo uma grata surpresa com o Parque das Lavandas, e uma decepção gigante com o Museu Super Carros, escolhi nem detalhar informações sobre ele, de tão caro e chato que foi.

Le Jardin – Parque de Lavandas
Parque super bem cuidado, com muitas espécies de lavanda (obviamente) e uma estufa. Um passeio gratuito, com uma proposta muito original.
Horário de funcionamento: De terça a domingo, das 9h30 às 17h30
Telefone: (54) 3286-4280
Endereço: ERS-115, 37700

Le Jardin

DIA 5
Entre várias opções de programação para fechar o último dia de passeio, creio que escolhi a melhor. Fechar a viagem, na cidade que tem o maior espírito natalino do país, visitando um local totalmente estruturado com a magia do Natal foi lindo demais. As cores, os brinquedos, as renas, tudo fez remeter aquela ilusão infantil da chegada do Papai Noel. É um lugar excepcional.

Aldeia do Papai Noel
Parque temático de Natal com a casa do Papai Noel, fábrica de brinquedos, neve artificial, trem e monotrilho.
Ingresso: R$35
Funcionamento: 09:00 às 17:30. Informamos que a bilheteria do parque encerra 30 minutos antes do fechamento dos portões.
Endereço: R. Bela Vista, 353 – Centro, Gramado – RS, 95670-000

Aldeia do Papai Noel

Conhecer Gramado foi uma experiência enriquecedora, criei um novo olhar sobre o Natal e também compreendi que é possível existir no Brasil uma cidade que tem segurança, organização, honestidade etc, basta as pessoas de bem começarem a batalhar e cobrar por isso, e os governantes entenderem o que significa caráter. Eu vivi um sonho que espero que se torne realidade.

Cheguei a Trancoso ou ao paraíso?

Cheguei a simpática vila de Trancoso achando que já tinha visto o melhor da Bahia. Então, fui sem expectativas, basicamente só pra concluir o circuíto que havia planejado. São nessas horas que sempre somos surpreendidos, não é mesmo?

A cidade que foi fundada pelos Jesuítas, no início da colonização portuguesa, como aldeamento para catequização dos índios, nos faz lembrar aqueles filmes hippies dos anos 70. Mistura paz, energia, alegria.

Sentado nos gramados do Quadrado, pude vê as crianças brincando como se não existisse violência no Brasil. Despreocupadas, elas só riam e se divertiam. Fez parecer improvável uma infância nas favelas do Rio, assim como a minha.

Trancoso parece ser uma música que fala de sonhos bons. Entrega a sua verdade na poesia dos seus mares, rios e juventude. Esse lugar falou comigo como poucos falaram. Me fez ver a beleza da simplicidade, seja numa festa em uma casinha de barro com uma linda fogueira ao fundo, ou simplesmente por subir em uma árvore, só para ver as águas cristalinas de um ângulo diferente.

Praia dos Nativos

Acho muito difícil definir um roteiro “certinho” desse lugar charmoso e regado de coisas boas, por isso vou lhes contar tudo que fiz e conheci de bom e, assim, vocês podem ver o que lhes interessam.

– Caminhar até Arraial d’Ajuda
Cerca de três horas de caminhada – 12 quilômetros ao norte – separam as praias de Trancoso das de Arraial d’Ajuda. Vá apenas na maré baixa para que os rios do caminho não se tornem intransponíveis. Há barracas no percurso que tem como sequência as praias de Rio da Barra, Taípe, Lagoa Azul, Pitinga, Parracho e Mucugê.

– Praias
A maneira mais agradável de conhecer as praias de Trancoso é caminhando. A partir da praia dos Nativos, uma das mais próxima da vila, o destino é a Rio da Barra, que é mais deserta (direção Arraial d’Ajuda). Já saindo da praia dos Coqueiros, ponto de parada de excursões, chega-se a Rio Verde, Itapororoca e Itaquena (direção praia do Espelho). Dá para chegar de carro em algumas praias, seguindo por estradinhas de terra, mas nem sempre há estacionamentos por perto.

– Quadrado
A praça, que abriga a igrejinha e um campo de futebol, é emoldurada por amendoeiras e casinhas coloridas que funcionam como bares, restaurantes e lojas. De dia, o Quadrado é uma tranquilidade só. Ao entardecer, porém, ganha vida com o movimento no comércio e o vai-e-vem de nativos e turistas.

Vista do Quadrado

– Borboletário Asas Mágicas
Aberto em 2015, o borboletário Asas Mágicas é indicado para as famílias.
Tel: (73) 998175910 / (73) 998176287
Site: http://www.asasmagicas.com.br/
Endereço: BR-367, Km 57 (próximo ao trevo para Trancoso)

– PRECISO DESTACAR A PRAIA DO ESPELHO
Escondida entre os povoados de Trancoso e Caraíva, a praia do Espelho é considerada uma das mais encantadoras da Bahia. Eleita diversas vezes como uma das praias mais bonitas do Brasil, é perfeita para apreciar a natureza, as águas azuis que formam piscinas naturais e as gigantescas falésias brancas e avermelhadas. Quando estiver por lá, você também pode aproveitar para conhecer a Aldeia de Itaporanga, um lugar que vai te permitir conhecer um pouco das origens dos índios Pataxós, e também comprar os seus artesanatos por um preço mais acessível.

Praia do Espelho

Depois de curtir isso tudo, era a hora de concluir o meu mochilão. Foram momentos e lugares mágicos. A emoção sempre vai vir junto com as lembranças. E fica a dica: fechar em Trancoso é fechar com chave de ouro. Como já dizia Renato Russo, estou indo de volta pra casa.

O aconchegante vilarejo chamado Arraial d’Ajuda

Este charmoso distrito de Porto Seguro merece destaque devido as suas belas praias e sua noite animada. É aquele tipo de vilarejo que de tão aconchegante te faz ficar na dúvida se volta pra casa ou se fica lá de vez.

Digo mais, o passeio por lá já começa de forma animada. A primeira “aventura” para chegar a cidadezinha acontece na travessia de Porto para Arraial. Esse trajeto tem que ser feito de balsa, por um valor até que barato, se for comparado aos valores dos transportes públicos das grandes cidades, na época em que fui, paguei cerca de R$4,00. Depois de atravessar o mini-percurso de 10 minutos você irá chegar em uma parte que terá como opções ônibus e vans com destinos a 3 lugares: Arraial d’Ajuda, Trancoso e Caraíva.

Apesar de ser um circuito diferente, foi muito fácil de ser realizado. Cheguei com tranquilidade no hostel e rapidamente (como vocês já devem ter percebido) me organizei para ir a rua.

Largo da Ajuda

Foram 3 dias intensos. De grandes amizades e descobertas. Teve inclusive um dia de chuva que, apesar de ter perdido passeios, deu pra zoar de uma forma bem inusitada até então.

Essa foi uma daquelas viagens que ficou difícil enumerar o que fiz em cada dia. É um lugar bem fácil de visitar tudo, devido ao seu tamanho. Então, destaco aqui os lugares que mais gostei de conhecer ou os que mais me chamaram atenção, assim você pode ter uma base pra montar o seu próprio roteiro.

– Largo da Ajuda
O centro histórico da vila, tombado pelo Iphan, compreende a singela igreja Matriz de Nossa Senhora da Ajuda, uma construção que fica em frente a praça principal. É um lugar com uma vista fora do comum. Vale a visita e muitas fotos.

– Parque Nacional do Pau-Brasil
Aberto em novembro de 2016, o parque fica no distrito de Vale Verde. Entre os atrativos espalhados por seus 19 mil hectares de mata Atlântica estão seis trilhas sinalizadas para adeptos do trekking, ciclistas e cadeirantes, além de áreas para piquenique, mirantes, cachoeira e o “Refúgio do pau-brasil” – área que reúne árvores de até 800 anos de idade ao lado de um berçário de pau-brasil.
Endereço: Antiga estrada Arraial D’Ajuda-Itabela Km 7 – distrito de Vale Verde
Tel: (73) 3281-0805

– Rua do Mucugê
A Rua do Mucugê, que desde a década de 80 abriga as mais transadas lojas de artesanato de Arraial d´Ajuda, ganhou também bares, restaurantes e agitada vida noturna. Também no Beco das Cores, uma agradável viela na Rua do Mucugê, lojinhas repletas de objetos artesanais e de bom gosto, cafeterias, restaurantes e música ao vivo. Sem dúvidas você vai conhecer esse lugar, todo movimento durante a noite acontece por lá.

– Morocha Club
Depois de um relaxante dia na praia, a sugestão é conhecer um local badalado e agitado de Arraial.  A música deste descontraído bar da rua Mucugê fica por conta dos DJs e bandas, que tocam samba, MPB e Rock clássico internacional. Entre os lugares que visitei para beber e curtir um som, esse foi o que mais gostei, mas existem diversas outras opções, veja qual é mais a sua cara.

– Praia do Taipe
São algumas praias de Arraial que deixam a viagem a este distrito ainda melhor. No centro desta praia está localizada a Lagoa Azul. É uma praia afastada e não possui uma grande infraestrutura, fato que contribui para a tranquilidade encontrada no local.

– Praia do Pitinga
Esta é a praia mais movimentada de Arraial. Nesta praia, a areia é fofa e as águas são calmas e transparentes. Devido a facilidade de percurso, foi a praia que mais fiquei, e curti bastante o tempo que estive por lá. Dá pra relaxar, apesar do movimento.

Praia de Pitinga

Curiosidade: é possível ir de Arraial para Trancoso a pé
Para quem estiver com bastante disposição e sem pressa, saiba que é super possível fazer esta travessia. O trajeto tem 12 km, passando por dois rios e várias praias. Obviamente, a caminhada pode ser feita no sentido inverso. É recomendável que se faça na maré baixa, para isso, consulte a Tábua das Marés e verifique o horário em que a maré estará mais baixa. Resolvi não fazer porque estava com uma mala bem pesada, mas deve ser muito maneiro.

Deixo aqui mais uma dica, de mais um lugar encantador que conheci na Bahia. Ô terra boa!

Um Porto Seguro

O segundo município mais popular da Bahia, tem como destaque a sua orla. É uma cidade bem menos movimentada que Salvador. Para mim tem um estilo de vida muito mais atraente, pois é mais simples, com praias e pontos turísticos mais próximos. Fiquei só dois dias por lá, mas foi suficiente para entender o movimento local, dar uma boa caminhada pelas praias, gastar um dinheiro que eu não tinha nas barraquinhas da passarela do álcool e descobrir que lá, incrivelmente, “não têm pôr do sol” (ele se põe do lado ao contrário das praias, ou seja, fica tampado pelos morros).

Cheguei lá em um dia de muito calor, então foi fácil descobrir para onde iria primeiro: praia. Existem diversos ônibus próximo ao Banco do Brasil, em frente a passarela, que vão para a orla. É muito fácil de se locomover nos transportes públicos de Porto.

– Praias
Para quem busca sossego a dica é ir em direção a Santa Cruz Cabrália, onde estão as praias menos badaladas da região, é por lá que ficam Mutá (dez quilômetros do Centro de Porto Seguro) e Coroa Vermelha (14 quilômetros, já em Santa Cruz Cabrália). Já para quem prefere o agito, indico a praia de Axé Moi, que tem sempre uma festinha e uma galera mais animada.

Axé Moi

Depois de torrar no sol, me arrumei e fui dar uma voltinha à noite. Lá não tem muitas festas, mas tem a feirinha na passarela, onde rola uma musiquinha super agradável e, como disse antes, ótimas opções para comprar lembrancinhas.

– Passarela do Descobrimento (Passarela do Álcool)
A Passarela do Descobrimento fica no Centro da cidade e é o ponto de encontro para o pré-night. Por lá estão lojas de artesanato e souvenirs, butiques, bares e restaurantes. No finalzinho da passarela, na travessa conhecida como “O Beco”, concentram-se alguns dos bares e restaurantes mais aconchegantes e sossegados da área.

Passarela do Descobrimento

No dia seguinte já não tinha tanta coisa assim para fazer. É aquele tipo de lugar que você tem que ir disposto a relaxar e curtir o ambiente. Se for no objetivo de dominar tudo, como eu, vai conseguir fazer isso muito rápido. Então… fui fazer o que restava do passeio, conhecer a Cidade Histórica, localizada na parte alta, próximo a rodoviária.

– Cidade Histórica
O primeiro núcleo habitacional do Brasil se concentra nessa área. Instalado no topo de uma falésia debruçada sobre a orla, o espaço abriga imponentes prédios.

Ps: Depois de fazer tudo isso que falei, se você for muito festeiro, existe uma opção muito popular por lá: A Ilha dos Aquários. O espaço de lazer fica em uma ilha entre Porto Seguro e Arraial d`Ajuda. Entre as atrações, aquários, bares, restaurantes e pistas de dança animadas por DJ´s, ou shows ao vivo. A casa funciona somente às sextas-feiras, com abertura às 18h. Eu, sinceramente só não fui conhecer o lugar porque estava em baixa temporada, e me disseram que nessa época o lugar fica vazio.

Porto Seguro é um daqueles lugares que você se sente tão em casa que dá vontade de ficar de vez. Gastei pouco e aproveitei bastante, posso dizer que esse é o sonho de qualquer mochileiro.

Um sonho chamado Morro de São Paulo

Já imaginou um lugar que tenha belezas naturais, festas maneiras o tempo todo, gente bonita e animada e ainda fique situado em uma ilha paradisíaca? Sim, esse lugar existe e tem nome: Morro de São Paulo. Localizado na Ilha de Tinharé, esse pedacinho do paraíso precisa ser visitado e apreciado por todos os amantes da natureza e da vida.

Minha experiência por lá foi “devastadora”. Sem dúvidas o lugar que mais amei conhecer no meu mochilão pela Bahia. Vou tentar te contar um pouquinho como foi.

TERÇA
Cheguei lá numa terça-feira estranha. O dia tinha começado com sol, mas durante todo o percurso de Catamarã peguei chuva e um mar bastante agitado. Enfim… depois de muita emoção cheguei no porto. A primeira coisa que você vai reparar quando chegar por lá são nos populares “taxis”, garotos com carrinhos de mão oferecendo (em troca de dinheiro) para carregar sua mala pelas ladeiras de morro. Gastei um tempinho para me localizar, reconhecer o território e guardar a mala. O dia já estava terminando mas, como sempre, não gosto de perder nenhum minuto da viagem, então fui explorar. Me indicaram ir em direção a tirolesa, pois lá de cima dá para ter uma visão mais ampla das praias e da cidade. Fiz o que me disseram, mas percebi que próximo de onde eu estava tinha um outro caminho que levava a uma nova possibilidade, e lá fui eu. Encontrei, provavelmente a vista mais linda do lugar. Um mirante natural, com uma visão perfeita do céu e do mar. Foi surreal. Dica: coloque como certo esse local no seu roteiro. Pois é de graça, está aberto o tempo todo e é perfeito tanto para apreciar, quanto para tirar lindas fotos.

Mirante Natural

Depois de curtir o que dava do fim de tarde, busquei me informar sobre a programação da região. Descobri que cada dia é caracterizado por ter certas festas e eventos. Foi ótimo, porque já pude me organizar pra comprar ingressos e também perceber que ia gastar um pouco mais do que planejava. A terça era dia da festa do bambu, um hostel que fica escondido bem dentro da mata e privilegia artistas com vontade de mostrar o seu talento, ou seja, se você tem um dom musical e não tem vergonha de mostrar, vai lá que terá a oportunidade de tocar com outros grandes músicos. Esse evento é mais sossegado, não lota, não tem custo algum para participar e é realizado num período de matinê, pois as festas dentro dos hostel’s, por lei, tem horário de duração.

– Farol
Próximo a um mirante que proporciona uma bela vista, o farol é uma estrutura que não pode ser visitada. Ele é mais utilizado para demarcar uma àrea. Não tem atividades turísticas ou culturais.

QUARTA
Estava afoito querendo conhecer as famosas praias. Dormi mal por causa da ansiedade e de um mosquitinho chato que apareceu ao meu lado (depois me dei conta que ele devia tá por lá porque esqueci meu tênis debaixo da cama e ele estava bem sofrido). Ao acordar me deparei com um tempo ainda estranho, fiquei com receio, tomei café e fui em direção da praia sem desanimar. Chegando lá o tempo já não estava mais tão feio. Deitei na areia. Me distrai. De repente reparo que todas as nuvens sumiram e o sol estava naquela potência condizente ao que eu lia na internet e com a quantidade de protetor que levei. Minha alegria era clara e meu agito constante. Fui destrinchar o lugar. Conheci a primeira, a segunda e a terceira praia, que são pontos fáceis de se conhecer, pois ainda estava receoso de outra mudança do clima. Um pouco mais tarde e mais confiante, fui em busca de um passeio maior. Resolvi ir andando até Gamboa, praia famosa pela sua argila medicinal.

Voltei à tardinha e já fui me organizar para ir ao evento de quarta: o Teatro. Uma boate que é divida em duas partes, metade fica tomada por ritmos locais e latinos, a outra parte fica sendo embalada pela música eletrônica. Esse local já tem mais a cara das noitadas paulistas e cariocas, tanto no estilo, quanto nos preços. O ingresso teve valor de R$50 e a festa durou até o sol nascer.

– Primeira Praia
É pequena, mas é a praia com mais diversões no mar. Tem muitos hotéis e pousadas e é a mais próxima da vila.

– Segunda Praia
É a praia mais badalada, não só durante o dia como à noite. Praia que conta com a maior diversidade de bares e restaurantes. Os principais eventos realizados na areia acontecem aqui, inclusive o popular luau.

– Terceira Praia
Tem cerca de 800 metros de extensão. É dessa praia  que partem os passeios para outros lugares da região. Sua faixa de areia é pequena e na maré alta o mar atinge o muro onde fica a ruela da orla.

– Caminhada até Gamboa
Se a maré estiver baixa você poderá fazer uma caminhada do cais do Morro até a Gamboa, passando pelas praias do Porto de Cima e da Ponta da Pedra. Antes de chegar em Gamboa está a encosta de argila, parada obrigatória para passar a argila por todo o corpo, que segundo dizem os moradores tem função esfoliante. Confesso que nesse momento me empolguei e passei argila até no cabelo (risos). A caminhada, se for feita de forma tranquila, dura cerca de 30 minutos.

QUINTA
Já deu para reparar que nesse lugar quase não se dorme né? Depois de 2 horas de sono, parti para a empreitada do dia: o passeio de lancha Volta à Ilha. Neste passeio, que detalho melhor abaixo, tive a oportunidade de conhecer um grupo de paulistas e mineiros muito animados, pessoas incríveis que, provavelmente, terei contato pelo resto da vida. O passeio foi indescritível. Conheci lugares lindos, comi ostra pela primeira vez e me diverti um bocado. Para quem tiver interessado, relato que existem diversas agências na ilha que fazem esse passeio, mas indico que procure a que tem o grupo mais animado, faz toda a diferença. O preço gira em torno de R$100, mas se for em baixa temporada utilize seu poder de negociação.

E, antes que esqueça, destaco aqui a festa deste dia: o luau. Foi neste evento que conheci uma menina super especial, que fez a minha estadia em Morro ser ainda mais prazerosa e empolgante, e que sempre estará guardada de forma positivamente linda na minha memória. O luau não é muito bem um luau. É mais uma festa gratuita na praia. Com direito a diversas caixas de som, este evento também invade a madrugada.

– Passear de barco Volta à ilha
Há dois passeios de barco pela ilha. O mais procurado e conhecido é o Volta à Ilha, que dura o dia todo. De manhã, a programação começa pela piscina natural da Praia de Garapuá, com águas quentes e cheias de peixes. Depois, o barco segue para as bonitas piscinas de Moreré, na Ilha de Boipeba. Após o desembarque na Praia de Cueira, caminha-se pela orla por Tassimirim para chegar à Boca da Barra (centrinho de Boipeba), onde há uma breve pausa para o almoço nas barracas pé na areia (pago à parte). À tarde, a navegação segue pelo Rio do Inferno e faz mais duas pausas nas cidadezinhas de Canavieiras e de Cairu.

– Forte
O forte é visto logo na chegada da cidade. Ele foi usado como ponto estratégico, principalmente para proteger a cidade de Salvador. Junto do forte fica uma antiga senzala ou prisão (não se sabe ao certo) com um túnel que vai até a igreja principal. O forte é escolhido pelos visitantes da ilha principalmente para admirar o pôr do sol.

SEXTA
Para variar, na sexta também não dormi quase nada. Mesmo lesado, era a hora de conhecer o que restava do passeio. A festa deste dia foi na Toca do Morcego. A entrada para casal tem o valor de R$50 para cada. Indo solteiro paga R$70.

– Quarta Praia
Uma praia mais extensa e mais deserta, em compensação também é a mais bonita entre as praias de mais fácil acesso. Quando a maré está baixa é possível ver a grande quantidade de corais. Essa eu fui pra relaxar.

– Quinta Praia
É a praia mais distante do centro, parecida com a quarta praia, mas de difícil acesso. É quase uma praia particular para os que ficam nos resort’s e em hotéis próximos.

– Toca do Morcego
A Toca do Morcego é o lugar mais famoso para ver o sol se pondo. O espaço cobra R$10 pela entrada e oferece esteira, almofadas e um cardápio com bebidas e petiscos. A casa não abre nos meses de maio, junho e na primeira quinzena de julho. Na baixa temporada, o horário de funcionamento é das 16h30 às 22h.

– Mirante da Tirolesa
É um lugar propício não só para quem pretende descer pela tirolesa de 320m de altura (R$ 70), como para quem quer ter uma vista geral da cidade. Um triste fato é que eles não deixam você saltar segurando algo, ou seja, não da para tirar aquelas fotos iradas da gopro.

SÁBADO
Foi o dia mais difícil, o dia da despedida. Foram poucos dias, mas muito intensos. Parecia que já conhecia o lugar com a palma da minha mão e já tinha amizade com os moradores há anos.

Uma viagem recheada de histórias e momentos inesquecíveis. Morro é um daqueles lugares que cravam uma saudade eterna no seu coração. Cada detalhe, cada conversa, cada passo, vão ficar sempre guardados no meu coração.

Piscinas naturais de Moreré (Ilha de Boipeba)

COMO CHEGAR?
Transfer aéreo: A opção mais cara e rápida para se chegar até morro. A viagem dura cerca de 3o minutos e o valor gira em torno de R$435,00. Como sou pobre, esse é o máximo de informação que tenho sobre essa possibilidade, desculpe (rs).

Transfer marítimo: seu tempo de viagem é aproximadamente de 2 horas e trinta minutos, podendo variar para 3 horas, dependendo das condições climáticas e ventos no mar. O local de partida (catamarã e lancha) é no Terminal Marítimo de Salvador, próximo do Mercado Modelo, na Cidade Baixa. A chegada em Morro é no porto (cais), localizado próximo à vila (centro) ao lado da Fortaleza. Na época em que fui, o trajeto custou R$ 96,50 por pessoa. Os preços e os horários são tabelados, então não tem muito para onde correr.

Transfer semiterreste: Vá para o Terminal Hidroviário de São Joaquim e de lá siga em direção a Bom Despacho, localizado na Ilha de Itaparica – o trajeto dura em média 40 minutos. Pegue um ônibus até Valença. Saltando no Terminal Rodoviário de Valença vá para Terminal Marítimo do local, e de lá pegue os barcos rápidos que vão para Morro. Se você não quiser fazer todo esse processo por conta própria, contrate um pacote com uma agência, que terá alguém lhe orientando e guiando por todo o circuito. Essa opção custa em torno de R$90.