Beto Carreroooooooo…

Em um grupo de WhatsApp, conversando sobre promoções de passagens, surge uma brilhante ideia: – partiu Beto Carrero? E na mais pura sintonia todos respondem: – vamos!

O parque temático mais famoso do Brasil funciona das 9h às 18h e fica localizado no município de Penha, em Santa Catarina. Apesar de obter muitas atividades infantis, o ambiente agrada “gregos e troianos”, pois se trata de um universo lúdico que mistura emoções e adrenalina, algo que todos gostam independente da idade.
Foi uma viagem bem tranquila, onde tudo se encaixou perfeitamente: o tempo ajudou (apesar do frio, não choveu), as filas estavam pequenas, comemos bem (apesar dos preços exorbitantes da praça de alimentação do parque) e ainda conseguimos ver o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2018. Foi tudo lindo!

Apesar, de como já foi citado, ser um cenário mais infantil, destaco três atividades que me diverti muito:

1 – Tchibum: um canal de água onde os barquinhos-troncos passeiam a 15 metros de altura até despencarem a 80 km/h em um tanque de água. São duas subidas e descidas, que deixam os visitantes encharcados.

  • Nada mais divertido que ver a reação da sua namorada em um brinquedo que tem uma certa altura e você ainda se molha por inteiro.
  • Faça ele pelo final do dia, pois você fica realmente ensopado.

2 – Portal da Escuridão: Idealizado pela empresa de criações temáticas Indiana Mystery, inicialmente se chamava Castelo do Terror. Na atração, os visitantes passam por sete cenários inspirados em famosos filmes de terror, como “O Exorcista” e “O Massacre da Serra Elétrica”. A atração é paga à parte, ou seja, não está inclusa no passaporte.

  • É muito engraçado quando a pessoa que ficou com mais medo é a menos esperada. Não irei citar nomes para não constranger amigos.

3 – Fire Whip(Chicote de Fogo): Inaugurada no final de 2008 em comemoração aos 17 anos do Beto Carrero World, a Fire Whip, a primeira montanha-russa invertida do Brasil, tem 40 metros de altura, cinco inversões, 700 metros de extensão e atinge uma velocidade de quase 100 km/h. Com uma capacidade de atendimento de até 1.100 passageiros por hora, proporciona um sobrevoo por lagos e cachoeiras, em área cenográfica construída especialmente para a montanha-russa. Seu nome é uma homenagem ao icônico chicote do cowboy Beto Carrero. O custo total da montanha russa chegou à R$ 15 milhões.

  • O brinquedo mais épico do parque. Para quem gosta de se aventurar essa é a atividade certa. Sem dúvidas foi a minha atração preferida de toda a viagem.

Foi uma viagem realizada em um fim de semana. Fácil, prática e inesquecível.

Amazônia: no espírito da selva

Era mais um dia comum, quando de repente recebo uma mensagem da minha prima perguntando se eu tinha coragem e disposição de conhecer a Floresta Amazônica. De imediato topei, não sabia muito bem o que iria encarar, mas adoro uma boa aventura e nos damos muito bem viajando juntos, eu mais calado e organizado, ela mais comunicativa e bagunceira (risos). Sempre serei grato por esse convite.

A nossa trip começou de forma bem tranquila – talvez por já sabermos tudo que nos esperava nos dias seguintes – mas de forma enriquecedora. No primeiro dia, escolhemos dar uma volta pela cidade de Manaus e garimpar o que uma das maiores capitais do país tinha para nos proporcionar. Destaco a nossa visita ao Mercado Municipal, onde conhecemos a animada vendedora Gleicy, ao Teatro Amazonas, símbolo da cultura manauara, e ao restaurante Tambaqui de banda, local onde comemos muito bem e nos divertimos muito em um diálogo animado com os comissários da LATAM, amigos que fizemos espontaneamente durante as caminhadas pela cidade.

O segundo dia de viagem, como já esperávamos, foi muito mais agitado e impressionante. Já era uma prévia do que seria nossa aventura na selva nos próximos dias. Fomos até os rios Negro e Solimões, para ver o encontro das águas, visitamos o  Parque Ecológico do Januari e vimos as lindas vítória-régias, nadamos com os botos em seu habitat natural e na Aldeia Tuyuka dançamos e conhecemos os costumes de uma real tribo indígena. Ressalto aqui a emoção que senti em ver os índios nos mostrando as suas tradições. Foi rico demais presenciar algo assim tão perto.

Vivendo e sonhando in the jungle
Estava para começar a parte mais emocionante da viagem. Ansiosos demais. Seriam 3 dias na selva. Rumo ao inesperado e a experiência que, provavelmente, iria marcar para sempre as nossas vidas.

1º dia
Entramos em uma Kombi. Chegamos? ainda não. Entramos em uma voadeira. Chegamos? ainda não. Entramos em mais uma kombi. Chegamos? creio que não. Entramos em uma lancha. Chegamos, moço? Agora sim, e era incrível! Estávamos chegando na Pousada Juma Lake, um lugarzinho lindo, no meio da mata, onde seu restaurante é uma casa flutuante na beira do rio, seus funcionários são de uma humildade ímpar e sempre com um sorriso no rosto. Ah, não posso esquecer de falar que tinham muitos gringos no local, mas muitos mesmo, éramos, praticamente, os únicos brasileiros no espaço. Então bora “brasileirada”, bora valorizar as nossas riquezas!

Malas organizadas, nos preparamos para o primeiro passeio de canoa, onde seriam feitas observações dos bichos da região, a pesca de piranhas e contemplação do pôr do sol. Depois de jantar, fechamos o dia com chave de ouro, indo fazer a  focagem de jacaré, onde tiramos fotos e recebemos uma aula sobre o animal e sua preservação.

2° dia
No segundo dia de mata, acordamos cedo para contemplar o nascer do sol e os pássaros. Voltamos para a pousada e, após o café da manhã, fomos realizar uma caminhada na floresta. Durante o percurso, o guia mostrou e explicou diversas curiosidades, como informações sobre as plantas medicinais, técnicas de sobrevivência e ponderações sobre os bichos locais. Essa era a parte fácil do dia, mas a noite nos esperava, era o dia de dormir, de fato, na selva.

Saímos da pousada próximo do entardecer em busca de achar lenha para a fogueira e ir para a tão aguardada ilha. Chegando no local, o tempo passou muito rápido. Montamos a fogueira, organizamos as redes, colocamos os mosquiteiros (não esqueçam nem por um segundo de levar repelente), botamos o frango para assar e fizemos colheres e pratos rústicos. Estávamos famintos, só esperando a comida ficar pronta para comermos e irmos dormir antes que ficasse um breu total, mas foi nessa hora que nosso guia mais uma vez nos surpreendeu: ele nos convidou para entrar na canoa, pois iríamos observar as estrelas. QUE MOMENTO MÁGICO! Quando me dou por mim estou no meio de um rio, vendo um céu estrelado e o seu reflexo na água. FOI CENA DE FILME DE HOLLYWOOD! Para mim foi a experiência mais marcante da viagem, é inexplicável. Depois de curtir muito esse momento, voltamos para a ilha, comemos como esfomeados e nos preparamos para dormir.

A madrugada foi uma mistura de risos com medos. Eu, particularmente, sofri com a rede, não estou acostumado em dormir assim. Alguns sofreram com os barulhos dos animais. Outros com a imaginação. O imprescindível é dizer que todos, certamente TODOS, que viveram essa experiência saíram dali se sentindo vencedores e muito mais próximos de Deus.

3º dia
Fechamos o nosso roteiro visitando uma casa de Caboclos (nativos da região), aprendendo sobre seus costumes e hábitos. Na volta para Manaus nem sentimos o cansaço da longa viagem e de todas essas aventuras. A nostalgia de tudo que vivemos falava mais alto. Era uma mistura de saudade, mas com gostinho de conquista e de realização.

A viagem foi organizada através de um pacote feito com a Iguana Turismo. Seria bem difícil passar por tudo isso sem ter por perto guias e pessoas dedicadas ao nosso lado. Entre os diversos ótimos profissionais que nos atenderam, gostaria de deixar em evidência o guia Matheus, rapaz humilde e de um coração gigante, que passou a vida na floresta, e assim aprendeu tudo e um pouco mais sobre ela. Ele é a prova viva que quando queremos algo, o nosso esforço e dedicação são fundamentais para que tenhamos sucesso.
Desde que realizei esta viagem, sigo minha vida mais encantado com toda a riqueza que Deus permitiu que os homens usufruíssem e mais forte para derrubar as barreiras que aparecem pelo meu caminho, assim como o grande homem que me guiou pela selva.

Voando alto em Nikity

Já dizia o sábio Leonardo da Vinci, “uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para céu, pois lá você esteve e para lá você desejará voltar”. Ele estava certo. Voar foi uma das experiências mais indescritíveis de toda a minha vida. Uma emoção que vai ficar guardada para sempre na minha memória.
O dia começou como qualquer outro. Acordei cedo, tomei banho e fui para rua em busca de aventura ou de algum contato mais próximo com a natureza. Apesar de ter marcado tudo direitinho para o voo duplo de parapente, não me ligava ainda que estava indo para algo tão emocionante. Sabe aqueles dia que vai acontecer um grande evento, mas você ainda está meio desnorteado por causa do sono? Então, eu acordei assim.

Cheguei no local cedo e, ao reparar que a pista estava vazia, fui direto falar com o instrutor para começarmos a nos preparar para o salto. Foi nesse momento que comecei a ter noção do que estava acontecendo. Depois de equipado, perguntei se teríamos que correr para o precipício (parte que eu tinha mais receio), mas ele me explicou que devido a velocidade do vento, iríamos até a ponta da rampa e correríamos para cima (para o meu alívio).

Depois de estar lá no alto foi só curtir a paisagem, a brisa e algumas emoções (pedi para o instrutor brincar um pouco, para eu sentir que o esporte também tem adrenalina). Ver as cidades de Niterói e do Rio lá de cima é como se deparar com a mais profunda das poesias.

A descida foi super tranquila e assim fechei o meu incrível e inesquecível passeio. Agradeço demais ao meu condutor André Pacheco (Wolverine). Uma pessoa incrível, que se mostrou super atencioso e paciente com todos os meus questionamentos. Quem quiser mais informações ou o contato dele é só falar que eu passo em mensagem privada.

Afirmo que todos precisam ter uma experiência como essa, pelo menos uma vez na vida. É única. É motivadora. É inspiradora. E como Da Vinci já tinha me avisado, eu não consigo mais parar de olhar para o céu.